A primeira coisa que fiz em meus passeios anteriores, e a primeira que farei também em Paris, é comprar um chip local para meu celular. É muito confortável andar em uma cidade desconhecida com a ajuda de um Google Maps e TripAdvisor. O primeiro mostra os caminhos; o segundo, o que vale a pena ver.
Mas como encontrar um lugar se ainda não tenho o Google Maps? A solução foi usar o computador do Loic e pesquisar no Google Maps a localização da loja que queria. Encontrei, fotografei a tela.

Pronto, com a foto na tela, foi fácil chegar na Place d’Italie e depois no centro comercial Italie 2. É um shopping, aqui havia uma loja da Orange, a operadora que eu havia pesquisado ainda no Brasil. Foi aqui que encontrei a melhor oferta.
30 euros, fora o preço do chip, para 2 G de dados e validade de um mês. Talvez eu precise de uns 4 G, afinal vou usar muito internet, mas esta foi a oferta máxima de gigas que encontrei. Se preciso, compro mais quando acabar.
O pessoal da loja começou atendendo bem, mas depois foi perdendo a paciência. Eu queria entender como o plano funcionava, se podia usar meu celular como ponto de internet também para o computador, mas eles não queriam – ou não podiam – explicar. Mas eu fui perguntando assim mesmo e consegui o que queria. Que bom!
Descobri até que, como cliente da Orange, eu poderia usar o wifi deles espalhado pela cidade. No celular, a conexão era imediata, bastava habilitar a Orange. No computador, era preciso uma senha, que eu conseguiria ligando para #125#.

Tudo muito simples. Bem, simples agora que entendi tudo, mas no começo foi muito difícil entender aqueles franceses da loja.
Mais relaxado, agora que estava com meu celular funcionando, até consegui prestar atenção no Italie 2, o shopping em que eu estava.

Porém, o que gosto mesmo é andar nas ruas. Já logo saí e bem em frente uma rua bastante disfarçada, afinal parecia uma entrada de um prédio.

Ainda bem que fui ver, gostei bastante da primeira descoberta, Rue des Deux Avenues.
Melhor ainda, em frente encontrei o primeiro parque da viagem, Parc de Choisy. Tal como em Nova York e Londres, o pessoal destas grandes cidades valoriza muito estas áreas verdes.
Para não perder tempo, já acessei o TripAdvisor em meu celular para ver se havia algo interessante na região.
Os três pontos verdes na foto acima, ao redor do ponto azul – que sou eu – são os pontos indicados pelo aplicativo. Nenhum deles chamou minha atenção, eram apenas lojas.
Continuei caminhando, eu estava agora voltando para a casa do Loic, precisava guardar o notebook. Resolvi ir a pé porque o Google Maps indicou apenas 30 minutos.
Foi uma boa escolha, já que no caminho confirmei o nome do bairro em que estava…
… e encontrei uma feira de rua.
Neste momento consegui fazer funcionar o Viber em meu celular – por algum motivo ele não reagia ao toque, mas foi só atualizá-lo para tudo ser resolvido – e liguei para minha esposa Cecília. De uma certa forma, ela passeou comigo pela feira, até sugeriu que eu comprasse umas mexericas. Só não comprei porque estava com uma nota de 50 euros, acho que o dono da barraca não iria gostar muito.
Bom, nesta altura do dia, quase 13h, já havia deixado o computador em casa e saído novamente. A região em que estou é muito bonita e tranquila, como por exemplo a Rue Sacco et Vanzetti…

… uma casa típica …

… e as passagens estreitas.
Antes de entrar no metrô, passei no Casino – olha aí, este é o supermercado que ficou com o Pão de Açúcar do Abílio Diniz – e comprei um chocolate. Chocolate BEM diferente, 90% de cacau.
Como era de se esperar, não é muito doce. Melhor, assim é mais fácil segurar a vontade de comer tudo :-).
Um outro aplicativo ajudou neste início de tarde, foi o City Walks – Paris. Há sugestões para vários passeios a pé, uma ótima forma de começar a conhecer uma cidade grande. Escolhi o tour Quartier Latin, com duração prevista de 2 horas.
O ponto de partida é uma igreja, Saint-Étienne-du-Mont, como mostra a foto abaixo à esquerda.

A foto à direita é o TripAdvisor, que combinado com o City Walks, oferece uma solução perfeita. Enquanto o City Walks indica um roteiro principal, o TripAdvisor indica tudo o que há de interessante na região.
Por exemplo, no caminho para Saint-Étienne-du-Mont, o TripAdvisor sugere três pontos. A bolinha no alto da imagem é o Marché Monge, uma área com varias lojas e cafés típicos daquela Paris que todo mundo vê nos filmes.

Bom, vamos ao primeiro ponto indicado pelo City Walks, a igreja Saint-Étienne-du-Mont. Fica em Montaigne Saint-Geneviève, 5th Arrondissement.
Aproveitando, os tais arrondissements são uma divisão de regiões feittas em Paris na forma de um caracol começando no centro da cidade. Estou agora no 5o. arrondissement.
Agora sim, vamos à Saint-Étienne-du-Mont.
Na saída da igreja, há muita coisa que chama a atenção.
Por exemplo, que prédio enorme é este aí ao lado? Ainda bem que o Google Maps responde, é o College Henry IV.
Belo colégio, hein? Bom, vamos continuar andando, o próximo ponto sugerido pelo City Walks, o Panthéon – um local construído para abrigar restos mortais de nobres franceses.
A Torre Eiffel sempre presente.
A vantagem do passeio indicado pelo City Walks é a proximidade dos pontos a ver, afinal estão todos dentro de uma caminhada de duas horas – se bem que já estou andando há quase 3 horas (rs).
Cheguei ao Panthéon.
Como era de se esperar, lá dentro é tudo muito grandioso.
No entanto, queria mesmo é olhar a vizinhança. De um lado, a prefeitura do 5o. arrondissement…


… na frente os turistas chegando em peso …

… e do outro a Faculdade de Direito.
Eu tinha que entrar, não resisto.
Próximo ponto, Sorbonne. É emocionante, afinal todos já ouvimos falar muito desta universidade. Vejo no City Walks que é segunda universidade mais antiga do mundo. Estar bem aqui ao lado é uma sensação muito boa.
No caminho, duas curiosidades. A primeira tem a ver com um dos livros franceses mais famosos, Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust. Este lugar aqui, provavelmente um bar ou café, fez uma brincadeira, Le Temps Retrouvé – o tempo recuperado, em uma tradução livre.

A outra curiosidade tem a ver com os carros de aluguel. Estes aí na foto abaixo podem ser retirados por qualquer pessoa cadastrada, tal como nossas bicicletas do Itaú e Bradesco em São Paulo.
O bom é que você retira o carro em um ponto e deixa em outro, próximo de onde você quer ir. Uma solução fantástica para a falta de estacionamentos e o excesso de congestionamentos que vivem as grandes cidades.
Cheguei à Sorbonne, o Google Maps confirma.

Não vou negar que fiquei um pouco frustrado, não consegui entrar. Ao contrário da Faculdade de Direito em que estive há pouco, em que entrei facilmente, aqui a segurança só deixa passar quem tem o cartão de estudante. Que ruim!
Felizmente, bem ao lado, aparece um outro ponto interessante, Musée de Cluny, um museu de arte medieval. Até que fiquei tentado a entrar, mas não tenho muita paciência com museus. Talvez eu até entre depois, porque acho que terei um passe de museus quando começar meu curso de francês na próxima semana. Vou aguardar!
O prédio em que fica o imóvel, no entanto, é impressionante.
Até o poço de água chama a atenção, como mostra esta última foto acima.
Em frente ao museu há uma praça, Square Paul Painlevé. Além de gostar de praças, andei bastante até agora, melhor sentar em um dos bancos.
O City Walks indica o próximo ponto, Le Champo – Espace Jacques Tatit. O Jacques Tatit é bem conhecido no Brasil, já vi alguns filmes dele. Vamos ao espaço.
A fachada estava em reforma, mal dá para ver o nome. É um cinema de arte, pequeno e charmoso, muito frequentado pelos estudantes da Sorbonne, que fica a uma quadra.
Claro que não dá para simplesmente entrar e olhar, é preciso comprar um bilhete para ver um filme. Não quero ver filmes agora, cheguei na porta e arrisquei uma olhada. A mocinha francesa responsável pela fila fez uma careta muito feia. Fui embora correndo!
A região é muito bonita, antiga. Dá para ver a restauração do imóvel em que fica o Musée de Cluny…
… e vários outros que impressionam.
Chamou minha atenção este prédio de esquina. É uma livraria, uma enorme livraria: Librairie Gibert Joseph. Gibert é escrito assim mesmo, sem o “l”. Entrei!
Hora de mais uma parada. Embora eu tivesse comprado um sanduíche em um Casino, queria comer algo doce. Entrei em um loja que tem de tudo, de roupas a salgadinhos e comprei um iougurte diferente, iougurte de damasco. O pote é de vidro, diferente dos tradicionais potes de plástico.
Enquanto experimentava o iougurte – nem bom nem ruim – aproveitei para ler mais sobre o Quartier Latin no City Walks.

Descobri que o Quartier Latin fica na margem esquerda do Sena, no 5o. e 6o. arrondissement. O destaque do local é mesmo a Sorbonne, e o nome Latin é devido aos cursos de latim ministrados nas escolas e universidades medievais instaladas na vizinhança (quartier em francês).
Olá só o charme, ouvimos muito falar de Saint Germain no Brasil, estou agora – eu e o McDonald’s (rs) – no Boulevard Saint-Germain, como mostra a placa de rua.
Continuando a caminhada, o City Walks sugere The Church of Saint-Séverin. Vamos andando.

Estas ruas do Quartier Latin são muito bonitas, há várias e várias lojas e – claro – os tradicionais cafés e bares. Deu para notar o tamanho do copo de cerveja na foto acima?
Vamos entrar na The Church of Saint-Séverin.
Deu para andar até atrás do altar e fotografar a igreja do fundo.
Há um espaço reservado para orações…
… e os vitrais são lindos!
Valeu a visita. Vejo no Trip Advisor que a igreja fica perto do Sena, que eu ainda não havia visto. Preciso ver, claro. Ainda mais que o City Walks indica que o próximo ponto a ver é o Théâtre de la Huchette, que fica bem na margem esquerda do rio. Vamos lá.

Olha só o charme das ruas…
… e o movimento.
O Google Maps indica que já estou na Rue de la Houchette. Foi tirar o olho da tela do celular para ver que eu estava bem em frente ao Théâtre de la Huchette.
É um teatro pequeno, mas muito venerado por ter sido palco de peças de Eugène Ionesco. Embora tenha apenas 85 lugares, já foi frequentado por mais de um milhão de pessoas. Uau!
Continuando a caminhada, dou de cara com uma bela de uma fonte.
É a Fontaine Saint-Michel. Consultei o TripAdvisor para mais informações, vejo que estou no 6o. arrondissement, cruzamento do boulevard Saint-Michel e rue Danton.
O Trip Advisor também mostra que estou bem ao lado do Sena, preciso olhar.
É uma grande emoção ver pela primeira vez na vida o Sena! Parece que os turistas no barco também estão emocionados!
Não resisti, desci as escadas. Precisava ver o Sena de perto!
Valeu!
O City Walks indica mais um ponto a ver, a rua mais estreita de Paris, Rue du Chat Qui Pêche, a rua do gato que pesca em uma tradução livre. Vou ver!
No caminho, vejo mais uma Librairie Gibert Joseph. Vejo que esta é uma livraria comum em Paris. Aliás, comum mesmo em Paris são as livrarias, já vi várias. O povo aqui gosta de ler.
Cheguei na rua!
Para quem não gosta de lugares apertados, nem pensar em passar por aqui.
O City Walks indica um novo ponto, a igreja Saint-Julien-le-Pauvre, um dos prédios mais antigos da cidade. No caminho, mais uma praça, square René-Viviani.
A praça tem até wi-fi, algo comum nas praças aqui.
A igreja Saint-Julien-le-Pauvre é bem pequena, o cheiro forte de mofo sugere que o prédio é mesmo bem antigo.
O City Walks mostra mais um ponto na região, o último que verei: Shakespeare and Company, a mais famosa livraria de livros americanos de Paris.
Para quem gosta de livrarias tradicionais, este é o lugar.
No caminho para casa, mais uma olhada no Sena e na região.
A última foto acima mostra um aglomerado de turistas vendo um show de um artista de rua. Há muitos por aqui. O detalhe é que este monte de gente está bem diante da Notre Dame.
Fim do passeio, hora de voltar para casa. Hora também de ver a vida normal dos parisienses, olha as escadas e corredores subterrâneos intermináveis que levam às estações de metrô.
Por fim, uma passada no supermercado – o Casino – para comprar algo para a noite. Um detalhe, as próprias pessoas pegam as frutas, pesam e etiquetam.
Basta colocar o saquinho com as frutas na balança, escolher Fruits na tela e indicar o tipo de fruta dentro do saquinho. Tudo sem ninguém controlar! Quanta honestidade!
As imagens acima mostram a tela antes e depois de eu ter escolhido a fruta que comprei, Cleemenvilla, a nossa popular mexerica.
Na saída do supermercado, uma surpresa: a praça em frente se chama Oscar Niemeyer. Viva o Brasil.
Ah, só mais um comentário. Estou criando um mapa pessoal no Google Maps com os pontos que visitei. Assim fica mais fácil visualizar todos os lugares que fui.














































































































Muito legal!!!! As ruas estavam vazias, diferente de Londres e NY . Adorei a feira …rsrsrs Tudo é muito grandioso mesmo…. Muito bonito!!!! Parece que a Gladyz tem razão em ser apaixonada por Paris…Começamos bem…..
É, Ci, a Gladyz tinha razão, Paris é muito, muito bom!