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Times Sq, m&m, Roosevelt Island, Bloomingdale

Nada como conciliar trabalho e viagem. Conversei todos os dias com meus clientes, atualizei meu site, www.pessoasetecnologia.com.br, agora estou pronto para mais um dia vibrante por aqui.

Se você quer conhecer os pontos turísticos mais falados de Nova York, prepare-se para gastar um pouco: praticamente todos os lugares cobram a entrada. Felizmente, há empresas oferecendo passes a preços mais interessantes para a visita a vários lugares.

São dois os mais conhecidos:

New York City Pass, em que você paga algo como US$ 119,00 e tem nove dias para visitar seis atrações: Metropolitan, Moma, Museu de História Natural, Empire State Building, Guggenheim ou Top of the Rock, e passeio à Estátua da Liberdade ou cruzeiro pela Circle Line. Veja que as duas últimas opções incluem duas atrações, é preciso escolher uma delas.

Você compra os cupons e os apresenta na entrada de cada atração, sem precisar entrar em fila e passar pela bilheteria de cada local. Esta é uma grande vantagem, as filas em Nova York são sempre muito grandes.

The New York Pass, em que você compra dias de passeio e visita quantas atrações quiser. Por exemplo, eu comprei um passe para dois dias por US$ 109,00 e visitei umas 10 atrações – sem correria, tudo com muita calma. É só planejar antes.

Bom, fiz minha compra pela internet, precisa buscar o passe. Lá fui eu, era bem perto – que coincidência – da Little Brazil St.

Passe na mão, aproveitei para passear pela região. Na quadra ao lado a Times Square.

Esta estátua aí no centro é do capelão Francis P. Duffy, do 69° Regimento de Infantaria de Nova York. A praça é chamada de Duffy Square e é uma das pontas do triângulo que forma a Times Square, entre as ruas 45th e 47th, Broadway e Sétima Avenida.

Interessante é a escadaria vermelha ao fundo, é o teto da TKTS, local onde são encontrados ingressos mais baratos para os shows da Broadway. Se você for lá no dia do show, pode encontrar ofertas muito boas.

Dica. Há uma TKTS também no Brooklyn, quase sem filas. Quando fui, havia apenas uma pessoa na minha frente.

Claro que subi nas escadas para ver as ruas lá do alto.

Eu só não havia percebido que todos ao meu lado estavam muito agitados, falando e olhando para frente. Só depois de um tempo percebi um grande painel eletrônico em frente, mostrando quem estava nas escadas. Olha eu lá no cantinho esquerdo, de boné!

Esta loirinha não deixava eu ir mais para a esquerda, para aparecer melhor no painel – e na foto. Mas depois ela saiu e eu apareci mais!

 
A gente paga cada mico!

Um dos passeios que faria no dia seguinte era um tour nos estúdios da NBC, e era preciso fazer uma reserva. Peguei o celular, liguei e solicitei a reserva. Foi interessante fazer isso, me senti um cidadão de Nova York, um New Yorker.

Em Nova York quase tudo funciona muito rapidamente. Logo em seguida recebi o e-mail de confirmação.

 

 Bem ali ao lado estava a m&m, precisava conhecer.

Tal como eu esperava, é um show de loja – para quem gosta de chocolate e também para quem não gosta.

 No alto, uma frase bem humilde: “a maior parede de chocolate do mundo”.

Não estava exatamente perto, mas outro dia tinha ido ao Sutton Park tentar descobrir uma praça onde minha tia Elisa ia com o tio dela, o tio Nestor. Achei que havia encontrado, mas minha tia viu o blog e falou que não fotografei um javali. Quer dizer, fui à praça errada.

Tinha que descobrir a praça certa. Abri o WhatsApp e perguntei para minha prima Adriana, era na quadra seguinte. Achei, olha o javali aí no meio da praça.

É uma grande emoção ver a o lugar em que minha tia passava horas e horas com o tio dela. E olhando a ponte que leva ao Queens, sobre o rio East.

 

Minha tia Elisa falou que perto havia o supermercado que ela frequentava, eu tinha que conhecer. Afinal, eu queria mesmo era conhecer o dia a dia da cidade. Achei o D’Agostino!

Os supermercados daqui vendem de tudo, até sopa pronta para o consumo eles têm! Bom, o D’Agostino não é exatamente um supermercado, mas uma New York`s Grocer, uma espécie de mercearia.

Minha prima Adriana falou que em Nova York o iogurte Chobani é muito consumido. Ela gostou muito, eu já havia experimentado antes, hoje tinha que comprar mais um.

Tinha oferta, $1.99 cada ou cinco por $5.00. Quase comprei os cinco, mas não tinha onde guardar.

Minha prima Adriana tinha mais uma dica, almoçar no PJ Clark`s, um restaurante/lanchonete em estilo retrô, tal como vemos em filme.

Eu fui, escolhi o “The Caddilac”, um belo de um sanduíche!

O melhor vem agora. Enquanto saboreava o sanduíche, pesquisei no TripAdvisor, um aplicativo que instalei em meu iPhone, o que havia de interessante na região. Não é que descobri um trem aéreo que ia até a Roosvelt Island? Estava a três quadras, eu poderia usar meu MetroCard e era um lugar que planejava ir em algum dia. Fui!

O Roosevelt Island Tramway já estava de saída quando cheguei – grande novidade, havia um trem em intervalos bem próximos uns dos outros – entrei e a subida começou.

O trem aéreo ia cada vez mais alto!

A vista era deslumbrante, meu coração até dispara quando digito este texto aqui. Nem sei porque ninguém havia comentado comigo sobre este belo passeio.

Este é o East River, que separa Manhattan do continente.
 

A Roosevelt Island começava a aparecer.

Que lindo, não?

Este é um trem aéreo igual ao que eu estava, voltando agora para Manhattan.

E esta era a estação em que eu estava chegando na Roosevelt Island.

Pés no chão, hora de caminhar para conhecer a ilha.

Esta é a Queensboro Bridge, que liga Manhattan ao The Queens. Monumental!

Olha só que inspirada a frase sobre New York…

Abaixo está Manhattan, vista a partir da Roosevelt Island.

E aqui um dos inúmeros lugares para caminhar na Roosevelt Island – um verdadeiro paraíso. Se eu morasse em Nova York, iria pensar seriamente em ter uma casa por aqui. O aluguel está variando de $2.000,00 a $4.000,00 em média!

Uma paradinha para descansar, eu já estava andando há quase meia hora. I ilha não é muito grande de largura, mas de comprimento… Largura 240 m, Comprimento 3 km.

Olha uma coisa que não vejo há muito tempo em São Paulo, crianças jogando bola em frente de suas casas.

Chega de descanso, são 3 km de comprimento, andei só uns 500 m.

Do outro lado da margem, um dos maiores hospitais de Manhattan.

Estava demorando muito para chegar a uma das pontas da ilha, resolvi então atravessar seus 240 m de largura e ver o outro lado.

Não era exatamente assim tão charmoso quanto o lado de Manhattan.

Dava para ver novamente a Queensboro Bridge, só que agora a parte que ligava a Roosevelt Island ao continente – ao leste de Manhattan.

Achando o passeio deste lado da ilha pouco interessante, resolvi voltar para o lado de Manhattan. Foi bom, comecei a prestar atenção aos apartamentos. Eu tive a chance de ficar por aqui quando pesquisei lugares para morar, talvez fosse um apartamento assim.

Embora seja uma ilha pequena, claro que havia comércio local…

… e igreja, como é de costume por aqui!

E aqui na Roosevelt Island há espaço, olhem só a área ao redor da igreja.

Dá até para ver Manhattan bem lá ao fundo. Olha um taxi amarelo lá…

Resolvi dar mais uma chance para o lado “continente” da ilha, voltei para a outra margem. Dei sorte, aqui estava um belo parque. E ao fundo a Williamsburg Bridge, mais uma das incontáveis pontos que liga Manhattan ao continente.

O caminho deste lado da ilha terminou, voltei para o lado “Manhattan”. Achava que já estava chegando a uma das pontas da ilha, mas estava enganado. Começava agora um novo parque! Ainda bem, porque era mais um dos muitos lugares bonitos que conheci em Nova York.

Claro, sempre dava para ver Manhattan do outro lado do East River.

Até um pato, bem embaixo à direita da foto, olhava Manhattan.

Agora eu tinha quase certeza de que o lado sul da ilha, seu final, se aproximava. Mais uma vez eu estava errado. E mais uma vez eu gostava, afinal vinha pela frente mais um parque, ainda mais caprichado.

Não é bonito demais?!?

Do outro lado, os edifícios mais altos de Manhattan.

 
 

Bem lá distante, mais duas pontes: Manhattan Bridge e Brooklyn Bridge. Esta última era aquela em que eu passava todas as noites de metrô.

Mais uma vista de Manhattan, bairro Sutton.

Aqui a fábrica da Pepsi no lado continente.

Um hospital para a terceira idade na Roosevelt Island. Aliás, esta ilha parece ter muita gente da terceira idade, muitas em cadeiras de rodas, mas aparentando uma paz bastante grande!

A trilha em que eu estava fazia parte de um passeio histórico pela ilha.

E mais um trem aéreo chegava à ilha. Seria este o trem que eu iria pegar de volta?

Peguei o trem, hora de voltar à Manhattan!

Outra coisa que faria – ou não faria – se morasse em Nova York seria andar de carro. Olha só como a Queensboro Bridge está congestionada. Aliás, o trânsito por aqui é infernal, por isso talvez eu optasse por metrô se eu fosse um New Yorker.

A viagem de volta estava terminando…

No caminho de volta para pegar o metrô para casa, aparece a Bloomingdale’s pela frente. Minha prima Adriana falou que eu precisava entrar.

Entrei!

 
 
Os preços não eram muito convidativos!

Mas a decoração da loja era um escândalo, como falaria minha mulher! Olhem só algumas escadas internas!

Ainda tinha fôlego para ver alguns lugares mais, consultei o TripAdvisor em meu iPhone. Ele informava dois lugares imperdíveis próximos. O primeira era o edifício onde funcionava a General Eletric.

Claro que fui ver o tal edifício, estava há apenas algumas quadras dali.

 
 

 

O outro lugar imperdível era o edifício da Chrysler, também em meu caminho.

 
 
Entrei!

 

Agora o máximo é que era possível entrar no metrô ali mesmo, dentro do Chrysler Building. Não tive dúvida, aproveitei! Afinal, as outras estações que eu conheci não tinham este glamour todo!

E mesmo aqui, o número de pessoas era enorme!

 


Chega por hoje! Ufa!

 

Metrô, Macy’s, 5 de maio, Carnegie Hall, Battery Park, Cinema

Andar de metrô aqui em Nova York é o melhor a fazer em uma viagem de turismo. São tanta as linhas que podemos ir a praticamente qualquer lugar. Leva um tempo para entender como elas funcionam, mas depois fica tudo muito claro.

Olhem só o mapa das linhas.

É até possível pegar um mapa gratuito nas estações, mas este acima está em um aplicativo em meu celular. Ajuda MUITO!

Cada linha tem uma cor diferente, a minha – a Q – é amarela. Ela está mais ou menos no centro deste mapa ampliado.

O mapa acima mostra o Brooklyn. Já o mapa abaixo mostra Manhattan, tenho que ir pela linha Q até a 34th St, que está bem no alto do mapa.

Hoje é domingo, 5 de maio, uma data muito especial para os latino americanos que vivem por aqui. A origem está nas comunidades mexicanas-americanas, que neste dia comemoram a liberdade e a democracia dos primeiros anos da guerra civil americana. Hoje a data é celebrada aqui como uma forma de reconhecimento da herança e orgulho mexicanos. (Eu pesquisei tudo isso na Wikipédia, queria saber que tanto eles comemoravam neste dia … rs).

Pois então, tomei muita água no caminho para a feira 5 de maio, fiquei com vontade de ir ao banheiro – estou um pouco encabulado de falar disso aqui – entrei então na Macy’s. Já pensou, ir à Macy’s só para usar o banheiro? É muito chique!

Nada como as coincidências da vida. Já tinha entrado na loja antes, mas em um final de dia, não havia olhado o lugar com calma. Lá tem de tudo, até comida self-service.

Tem até bar e grill.

Agora, o que não encontrei mesmo foi preço baixo. Olha só esta simples camiseta.

É muito dinheiro. Mas a loja é bonita demais, vale a pena visitar.

E tem muita gente.

Saí da loja, fui à feira, era na esquina da 7th Av com a 33rd St.

Eu comi este sanduíche turco (acho que é turco, se minha memória não falha).

Depois de olhar as barraquinhas, fui a um concerto patrocinado pelo Carnegie Hall. Este aliás é um dos meus objetivos por aqui, viver um pouco a vida da cidade, e não apenas visitar os pontos turísticos.

O conjunto era formado por quatro músicos jovens, que tocariam de uma maneira mais inovadora algumas músicas clássicas.

Para variar, quem me deu estas informações foi meu celular. Pesquisei no Google e achei a página do Carnegie Hall.

O concerto terminou, eu estava pronto para o próximo programa do dia: queria conhecer também um semana da cidade. Pesquisei no Google os melhores e fui no mais perto. Claro, fui de metrô.

Nas estações maiores quase sempre tem um show.

Este artista aqui tira um belo de um som de uma espécie de panela.

Da estação do metrô até o cinema, mais uma boa surpresa. O Battery Park, bem perto do rio, e um enorme campo de baseball.

O cinema também impressiona, vejam só as fotos.

Ainda faltava meia hora para começar o filme, saí para pesquisar a região. Outra surpresa, um parque homenageando os turcos, sírios e libaneses.

Nas paredes, várias inscrições de homenagem.

Olhando para cima, ainda neste parque, o sempre presente novo edifício que está ocupando o lugar das torres gêmeas destruídas.

Só para terminar, uma foto do ingresso. O filme? Estreia do Homem de Ferro 3.

Ah, um detalhe importante. A entrada do cinema impressiona, mas lá dentro há poltronas rasgadas e elas não são exatamente confortáveis. Os cinemas em São Paulo são mais confortáveis. E olha que procurei um dos melhores por aqui, Battery Park Stadium.

 

MetroCard, Ônibus, Estações de metrô, Five Boro Bike Tour, Prince St, Ghostbusters

Neste domingo, 5 de maio, haverá um dos maiores eventos de New York, Five Boro Bike Tour. É um passeio de bicicleta por todos os distritos de New York, 64 km, 32.000 participantes.

Eu sabia disso desde que estava no Brasil, minha ideia era participar. Não deu, mesmo sendo um passeio de rua é preciso fazer inscrição. E as inscrições terminaram há vários meses. Até daria para fazer minha inscrição agora, mas como VIP, valorzinho de US$ 300,00. Nem pensar!

Já que não daria para ir ao passeio, decidi pelo menos ir à exposição sobre o passeio. Está acontecendo no Pier 36, eu já sei onde é (rs). Vamos lá!

Em vez de ir de metrô, resolvi fazer parte do caminho em um ônibus. É uma grande oportunidade de ver a cidade. No caso, o Brooklyn, onde estou hospedado.

Esta faixa escura na parte superior da foto é a parte superior da janela do ônibus.

Saí do ônibus e já cheguei no metrô. Mas ao tirar a foto, vi uma feirinha lá no fundo. Dá para ver na foto?

Então, antes de entrar no trem, resolvi dar uma espiada.

– Olha aí, Ci, algumas pessoas na feira tem aquela mesma expressão da feirinha de Peruíbe.

Entrar no metrô em algumas estações é meio angustiante. Elas são velhas e sujas, algumas são também meio desertas.

Há um cartão, o MetroCard, que as pessoas compram para andar de metrô – e ônibus urbano.

Você pode comprar uma única viagem, viagens semanais, mensais e anuais nas máquinas existentes nas estações.

Comprei um mensal por US$ 102,00 e estou usando sem parar. É um dos dinheiros mais bem aproveitados que já tive até agora.

Nas entradas você passa o cartão e entra.

Muitas vezes, a leitora não entende seu cartão, aparece a mensagem “Swipe your card again”. Você tem que passar o cartão novamente na MESMA MÁQUINA, se passar em outra perde a viagem.

As linhas têm números (1, 2, 3…) e letras (A, B, C…). Hoje eu preciso pegar a linha F – o Google Maps me avisou!

Na estação é preciso prestar atenção nas indicações, mais de uma linha passa no mesmo local. E pegar metrô errado, mesmo sem pagar mais por isso, é pior do que injeção na veia (!).

Tenho que pegar a linha F no sentido 179 St, Jamaica. Jamaica é um bairro no Queens. Claro, não vou até lá é muito longe, saio no meio do caminho.

Felizmente dentro do trem há um sinalizador luminoso lateral indicando em que estação estamos e quantas paradas ainda teremos antes de chegar ao ponto desejado.

 Um outro sinalizador na parte superior do trem indica a próxima parada.

Que sorte, a linha F tem uma parte ao ar livre, dá para ver a paisagem. Eu não sabia!

Para ninguém falar que só estou vendo coisas boas em Nova York, e estou mesmo, aproveito para apontar o estado lastimável de algumas estações.

Será que o Mike Bloomberg, o prefeito, vai ler meu blog?

Nas estações há várias saídas, alguns são longos corredores para um ponto mais distante. É bom, assim não precisamos andar ao ar livre quando estiver chovendo ou fazendo muito frio – como está hoje!

Não fui por este corredor, parecia muito longe. Não sabia exatamente onde sair, por isso escolhi a saída mais perto. Lá fora eu resolveria para onde ir.

Olha aí, aqui ainda tem Seinfeld. É em um canal de reprises!

– E olha aí, Ci, The Kiling, a série que assistimos, já tem nova temporada!

 

Saí na Canal St, bem perto da Manhattan Bridge. Agora é só consultar o Google Maps e ver o caminho.

É muito comum aqui em Nova York cada lugar ter um porão, igual àqueles que vemos em filmes.

Achei o caminho para a exposição, hora de caminhar. Serão apenas 10 minutos.

Claro que sempre há uma igreja no meio do caminho. Como tem igreja por aqui!

Para variar, há sempre muitos lugares bonitos, estes próximos mostram a parte residencial do bairro, com muito verde e bancos para o merecido descanso.

A Manhattan Bridge aparece por trás, onipresente!

A feira está entupida, tem muita gente por aqui. Na entrada, a neurose dos americanos – justificada, diga-se de passagem – o medo de ataques terroristas. Quem tem mochila é revistado. Eu tenho, tenho que pegar a fila dos “suspeitos”.

Outro dia uma pessoa enviou um e-mail para o jornal, dizia algo como “dane-se a liberdade americana, nosso direito de ir e vir sem ser abordado; com todas estas ameaças de bomba por aí, nossas mochilas têm mais é que ser revistadas mesmo!”.

Aliás, em Nova York sempre tem muita gente nos eventos e pontos turísticos. Ao contrário dos bairros residenciais, que são bem tranquilos. Pelo menos os que conheci.

Lá dentro da exposição há plataformas ao ar livre.

Comprei um capacete para andar de bicicleta. Fazia muito tempo que procurava um com poucos furos – por causa do sol em minha cabeça com poucos cabelos (rs) – aqui achei um. Na hora de pagar, olha só que interessante, um iPad com um leitor de cartão de crédito acoplado em cima. É só passar o cartão e o recibo vai por e-mail. Não é o máximo?

A exposição também é o local onde as pessoas vem pegar seu kit do passeio ciclístico.

Tem muito gente por aqui fazendo isso. Cada pessoa tem um número de inscrição, as mesas são organizadas por estes números. Olha só o número da última mesa, 32.000 e mais! É muito ciclista!

Saindo da feira, quase 3 horas depois – havia muita coisa para ver – hora de procurar um lugar para almoçar. E olha que já são 3 horas da tarde!

Como não poderia deixar de ser, mais uma igreja – bonita – pelo caminho.

E Chinatown.

E depois um bairro estiloso chique, uma espécie de Vila Madalena na Av. Faria Lima. Esta é a Prince St.

Não falei que o lugar é estiloso?

Adivinha que lugar é esse? Há uma pista, um pequeno quadradinho acima da segunda janela da direita para a esquerda.

É, esta é mais uma loja da Apple. Entupidíssima, como todas as outras!

Passando neste restaurante italiano, vi o cardápio na porta, gostei, entrei!

 

Um macarrão enroladinho (esqueci o nome), com frango em pedaços pequenos, molho ao sugo, manjericão, queijo e pimenta do reino. Muito bom!

 

E agora? Olhei meu iPhone, havia ainda alguns pontos interessantes na região. O aplicativo que estou usando chama-se TripAdvisor, é muito bom, ele usa o GPS para dizer o que há de interessante nas redondezas. E este aplicativo é alimentado por outras pessoas que já passaram por aqui.

Vamos aos pontos de interesse, a caminha depois do almoço recomeça.

Olha só que emoção! Vocês reconhecem este lugar? È onde foi filmado Ghostbusters! Achei o máximo. Também foi filmado aqui “Podia ser com você”, com Nicholas Cage.

O lugar fica nesta esquina.

Aqui em Nova York está havendo uma polêmica muito grande. A prefeitura, em parceria com um banco, está colocando estações de bicicleta onde as pessoas podem alugar uma, sair e deixar em uma próxima estação. Por que a polêmica? Porque muitas destas estações estão sendo colocadas na frente de lojas e casas!

Eu não havia percebido ainda, ali na minha frente pairava um dos novos edifícios que substituirão as torres gêmeas. Todo imponente, como que dizendo “estamos levantando novamente”. Acho que me empolguei nesta frase!

O pessoal por aqui gosta muito de competição. Esta loja pede para ser votada como a mais divertida de Nova York. Olhem o cowboy no canto inferior direito.

Gosto muito de ver a variedade de paisagens. Andando apenas alguns metros, muda tudo.

Até cheguei mais perto para uma nova foto.

 

E olha só a imponência deste novo edifício, esta é a Tweed Courthouse. Construída em 1872, hoje funciona aqui o Departamento de Educação da cidade.

As escadarias fizeram com que eu me sentisse muito, muito pequeno.

Bem em frente está a Surrogate’s Court, que cuida de adoção e descendentes.

O edifício é ainda mais imponente que o anterior.

Por mais que eu me afastasse, o prédio não cabia na foto.

Tive que ir do outro lado da rua e fotografar meio de lado.

E já que comecei o dia falando das estações de metrô, termino também falado delas.

A minha linha é a Q, felizmente muito bem sinalizada.

Uma coisa que gosto muito aqui é a solidariedade sempre presente. Estão vendo aquele grupinho lá no fundo da foto? Pois então, a senhora segurando uma sacola estava comemorando 63 anos, todo mundo cantou parabéns ali na estação quando descobriram o aniversário dela.

É bom porque o tempo passa rápido, o trem que eu deveria entrar chegou logo. Reparem que está escrito Q na parte superior. Como vários trens passam na mesma estação, é preciso prestar atenção antes de entrar.

A placa acima de onde o trem para também ajuda. A parte que me interessa está à direita, diz “Brighton Local – To Coney Island all times”.

Cada trecho tem um significado:

– Brighton: nome da linha;
– Local: o trem não para em todas as estações, só em algumas indicadas, e por isso vai mais rápido. Se alguém precisa parar nas estações intermediárias, precisa escolher outra linha.
– To Coney Island: é o sentido que preciso escolher, Coney Island é o ponto final no Brooklyn;
– all times: algumas linhas não funcionam em todos os horários em todas as estações, felizmente a minha funciona em todos os horários aqui.

Até amanhã!

Nova York, 03 de maio de 2013

Estou com uma sorte muito grande, hoje o dia está – de novo – ensolarado. Isso é muito bom!
 
O sol combina com meu plano, vou ao quinto e último distrito (borough) de Nova York: Staten Island. Quase ninguém fala de lá, vou ver porque.
 
Falei para a Cecília que estava cada vez mais confiante aqui na cidade, ela respondeu que eu não deveria facilitar, deveria tomar cuidado. Por coincidência, olha só o que vi na estação do metrô perto da casa onde estou (Linha Q, estação Avenida H).

É, aqui também tem trombadinha e larápios.

Mesmo assim, continuei confiante, achando que já conhecia muito bem Nova York. Já estava me sentindo um New Yorker, como são chamadas as pessoas que moram aqui.

Erro número 1. Como o dia estava ensolarado, achei que dava para sair com uma blusa mais leve. Que erro! Foi só chegar na balsa que iria para Staten Island que comecei a congelar, o vento gelava até os ossos. Tinha que comprar uma blusa extra, lá fui para Century 21 pela 4a. vez neste passeio. Ainda bem que tinha uma perto, meu iPhone apontou.

Erro número 2. Achava que já conhecia muito bem a cidade, que sabia me localizar. Que erro! Não havia prestado atenção no mapa do celular, eu estava agora no Bowling Green, o parque onde fica o touro de Wall Street.

Olha o touro aí, com um monte de gente ao redor. Eu já havia passado por aqui no segundo dia de viagem!

Bom, comprei a blusa e voltei à balsa.

O transporte é gratuito, uma verdadeira multidão faz a travessia.

E olha que há uma viagem a cada meia hora, vejam os horários.

A porta abre, todo mundo entra depressa. Eu também entrei, com medo de perder meu lugar.

Não havia motivo, a balsa é monstruosa, tem três andares, cabe muito gente. Havia ainda muito lugar vazio depois de todo mundo ter entrado.

A travessia começa, o coração dispara. Olha só a primeira coisa que vi.

Eu e todo mundo que estava lá. Os turistas aos montes ficam na frente da balsa, em pé, tirando fotografias.

Os New Yorkers ficam sentadoslá dentro.

A balsa vai andando, todos vamos fotografando tudo.

Olhado para trás, vemos a ilha de Manhattan, já com os novos arranha-céus que estão sendo construídos no lugar das Torres Gêmeas que caíram em 11 de setembro.

Os turistas, entusiasmados, cada um falando uma língua diferentes, estão animadíssimos. Eu também!

Olha uma balsa o sentido contrário, igual a que estou agora. É enorme!

E ela, a Estátua da Liberdade, ficando cada vez mais perto. Não é mesmo emocionante? Finalmente eu estava ao lado da famosa estátua que fica bem em frente à Nova York.

À frente a Verrazano-Narrows Bridge, que liga Staten Island ao sul do Brooklyn. Esta ponte ainda vai aparecer bastante hoje por aqui.

– Olha aí, Ci, no porto. Parece um daqueles navios da linha Costa que conhecemos! Lembra da primeira viagem em um desses, estava a Noemi, o pai dela, e mais muita gente da Vivências.

O pessoal continua fotografando.

Reparem que agora há menos gente, é porque o frio está INSUPORTÁVEL. Ainda bem que eu comprei mais uma blusa, mas mesmo assim fui para dentro logo depois desta foto.

Aí descobri que a balsa tem plataformas laterais e também uma plataforma traseira. Pronto, fui rapidamente para lá, não havia vento.

Claro, havia turistas. Até fotografei a cabeça de uma.

Pelas laterais e plataforma traseira, dava para tirar mais fotos ainda.

A balsa chegou, todo mundo sai correndo.

Não sei para que tanta pressa. Eu saí correndo junto, senão seria atropelado!

O porto é muito bonito, espaçoso, com bancos ao sol para relaxar e apreciar a paisagem.

Primeira atração, o memorial 9/11 de Staten Island.

Já falei isso aqui, repito agora. É admirável a capacidade dos americanos de dar a volta por cima. Transformaram a tragédia da queda das Torres Gêmeas em monumentos, para que ninguém esqueça o que aconteceu, e que é preciso reconstruir tudo. Se possível, ainda melhor!

Vejam só o capricho da área onde está este memorial, que se tornou um cartão postal de Staten Island.

Segundo ponto turístico, bem ao lado do memorial, o Richond County Bank, um estádio de baseball.

Tinha treino hoje.

Claro que não fiquei para ver, não consigo entender este jogo. Para falar a verdade, nem tento entender! Prefiro continuar passeando (rs)!

Próxima parada, o Museu de Staten Island.

E uma rua comercial.

Não sei se dá para ver na foto, mas este foi mais um momento em que vejo o quanto os americanos são mal educados no trânsito. Este cidadão aí em cima simplesmente parou o carro no meio da rua para descarregar alguma coisa. Os outros ficaram buzinando atrás que nem loucos.

Hora do almoço, de novo um dos pratos mais comuns por aqui.

Por isso que muitos americanos estão um pouco (!) acima das medidas.

Bom, eu quero manter a forma. Eu quero passear e ver os lugares. Então, hora de caminhar de novo! Destino: um parque muito famoso de Staten Island, meu iPhone falou! Caminhada de 50 minutos!

Olha que interessante e civilizado, eles têm locais para doação de roupas e sapatos. É para compensar a má educação no trânsito (rs).

Acho que tenho uma fixação por feiras e supermercados, não resisto.

Finalmente achei mamão, está aí no cantinho. Quase comprei, mas ainda havia muito a andar, larguei mão.

Cheguei ao famoso parque.

Vejam só se não valeu a caminhada.

Nunca fui muito interessado em árvores, mas esta enorme chamou minha atenção, fui ver do que se tratava.

Aí cheguei ao Chinese Children’s Garden, um dos pontos mais elogiados deste parque. E com razão!

Olhem só o capricho!

Eles vendem as mudas, há muita gente aqui comprando!

Hora de sair do parque, um novo local me espera. Mas não resisti ao que vi no caminho, ainda dentro do parque.

 

Já fora do parque, vejam só a beleza das ruas.

E a beleza das casas.

Eles gostam muito de bandeiras nas casas. Aqui há uma bandeira rosa.

Aqui há uma bandeira americana.

 

E aqui há uma bem no meio do gramado.

 
Vejam só a calmaria, até encontrei crianças jogando bola na rua. Algo que não via há muito tempo!
 

 

No meio do caminho, mais um daqueles parques de tirar o fôlego.

Cheguei finalmente ao último local que eu queria conhecer em Staten Island.

É um forte antigamente usado para proteger a entrada de navios em Nova York.

 

O forte fica embaixo da Verrazano-Narrows Bridge, aquela ponte que fotografei na travessia da balsa. Não falei que ela iria aparecer de novo por aqui?

Já que ficava embaixo da ponte, fui entrando. Deu um pouco de medo, eu estava conversando com a Cecília pelo celular neste momento, ela também ficou com medo.

Deu tudo certo, ninguém me atacou (rs). Não havia ninguém lá!

Dei a volta para ver o forte do alto.

O lugar é, mais uma vez, muito bonito e bem cuidado. A atenção com os pontos turísticos é uma das características marcantes da cidade, eles valorizam o turismo. São espertos!

Dá para ver os outros distritos de Nova York.

E o forte também!

E a ponte é enorme, tem dois andares. Também nunca havia visto uma ponte assim!

Hora de voltar para casa, felizmente há um ponto de ônibus por perto, meu iPhone, inseparável companheiro de viagem, avisou!

Aqui há um caso muito interessante. O serviço de transporte é muito bem organizado, nos pontos há uma previsão de horários para os ônibus. Mas eu estava cismado, não havia ninguém lá, não passava ninguém, muito menos ônibus. Foi quando vi no poste que eu poderia enviar uma mensagem de texto para um determinado número, com um determinado código – exibido no poste, e eu receberia uma mensagem com a previsão real de chegada.

Dito e feito! Incrível. Haja organização e respeito com os usuários!

Meu ônibus, S51, estava a 0,7 milhas (1,27 km) de distância. Não é fantástico? E o ônibus de fato chegou em seguida.

Cheguei à estação de balsas. Não comentei na ida, falo agora na volta: parece um shopping!

Talvez a foto não deixe claro, mas algumas pessoas estão correndo. Por quê? Porque há um sinalizador de partidas de ônibus, as pessoas olham e veem quando sairá o seu. De novo pergunto, não é mesmo incrível?

A viagem de volta começa. Desculpem os que já viram muitas fotos, mas eu fotografei alguns lugares novamente. Agora com mais calma, já que era um profundo conhecedor da balsa (rs).

Olha ela aí novamente, e a emoção continua forte!

A balsa é tão grande que tem até lanchonete.

Esta é a Brooklyn Bridge. E mais ao fundo a Manhattan Bridge.

Até amanhã!

Nova York, 02 de maio de 2013

Hoje resolvi ficar em Manhattan mesmo, ainda há muito – mas muito mesmo – o que ver por aqui. De fato, hoje será um dia de homenagens, quero conhecer lugares onde parentes e amigos já frequentaram.

O caminho para o primeiro local, Sutton, já começa bem. Olha só o estilo deste edifício na 56th St.

Indo na direção leste – aqui o pessoal leva muito em conta as direções norte, sul, leste e oeste, é fácil encontrar os lugares prestando atenção nestes pontos cardeais – cheguei à 3rd Av. Bem no número 924 fica o apartamento em que morava o tio de uma tia minha.

– Olha aí o prédio do Tio Nestor, tia Elisa!

Meu coração acelerou de novo aqui, afinal sempre ouvi falar deste local, desde quando era criança em Franca. Finalmente aqui estou!

As escadinhas vermelhas do lado de fora continuam lá.

Não sei como era antes na época em que minha tia vinha aqui, sei que agora o trânsito está caótico.

– Era assim antes, tia Elisa?

Uma característica da cidade que gosto muito é o local onde ficam os jornais gratuitos do dia. É só abrir a caixa e pegar!

Um deles, o Metro, é igualzinho ao que temos no Brasil. Mesmo layout e mesma distribuição de páginas.

Gosto muito de ler este jornal, ajuda a matar as saudades de casa e ainda posso aperfeiçoar o idioma.

Minha tia Elisa ia muito com o tio Nestor a uma praça bem perto daqui, fui lá ver como era.

– Tia Elisa, o nome era esse mesmo que a senhora falou, Sutton Place.

O lugar é muito bonito e aconchegante.

A vista é linda, dá para ver o East River e depois a Roosvelt Island.

Sentado no banco da praça e olhando um pouco mais à esquerda, está a Queensboro Bridge, que vai de Manhattan ao Queens.

O tempo passa muito rápido, já estava na hora do almoço. Dentro do possível, evito locais conhecidos nossos, como McDonald’s, Burger King, Subway ou Pizza Hut. Estes eu já conheço, quero ver lugares diferentes.

Escolhi uma lanchonete, ou luncheonete, como estava escrito. A comida estava bem bonita.

 

Antes de ir ao próximo ponto, conferi no aplicativo do celular os lugares interessantes por perto. Que bom, a algumas quadras de distância estava a St Patrick’s Cathedral, um dos lugares mais famosos da cidade.

Lá fui eu! Como disse minha amiga Naisa, Nova York é um lugar para caminhar muito. É bom, assim mantenho a forma – apesar dos hambúrgueres e das batatas fritas.

A igreja é enorme, mas estava em reforma, com muitos andaimes dentro e fora. A foto iria ficar ruim, peguei então uma na internet.

Talvez na foto não seja possível sentir o tamanho dela, só entrando para ver. Tem até mapa.

 

Do lado do fora, dois painéis bem criativos e sugestivos.

Já que é assim, vamos entrar.

Até aqui, só mostrei a entrada e as laterais, nem cheguei ainda ao altar.

Aqui está o altar, de arregalar os olhos pela beleza e suntuosidade.

E a igreja é tão grande que há espaço até ao lado do altar.

Eles têm até um ponto mais reservado ATRÁS do altar, para as pessoas poderem rezar com calma. Sim porque na parte principal da igreja é impossível rezar, há muitos e muitos turistas fotografando dizendo “oh, que bonito”, “lovely”…

Neste ponto atrás do altar é proibido fotografar, eu tirei a foto de longe.

E esta é uma foto de trás do altar, com a entrada da igreja bem lá no fundo.

 

Hora de caminhar até um novo local. No caminho, Rockfeller Center.

Não entrei, irei ao Rockefeller Center em um outro dia.

A caminhada continua.

Este é Radio City Hall. Olha só aqui no cantinho direito, “Sarah Brightman Sep 21”. Acho que terei que voltar…

E mais uma igreja no caminho…

Cheguei finalmente ao outro local que queria conhecer, 71st com a Central Park West, Hotel Comfort Inn. Estiveram aqui no início do ano meus grandes amigos Fábio e Andressa, em lua de mel.

– E aí, Fábio e Andressa, saudades daqui?

Queria o melhor ângulo para fotografar, tirei uma foto antes de chegar e outra depois. Não consegui escolher a melhor, deixei as duas (rs).

Esta é a rua que eles viam todos os dias. Lá no fundo o Central Park.

Hora de caminhar mais um pouca, agora sem um destino exato para ir. Meu celular apontava na quadra seguinte a Columbus Av., uma avenida que todos precisam conhecer. Fui direto para lá!

Um pouco mais a frente na Columbus Av estava a The Juilliard School, no Lincoln Center Plaza. É uma tradicional escola ligada à música, dança e artes em geral.

Hoje não é o dia de entrar aqui, eu já estava um pouco cansado, não iria aproveitar tanto quanto gostaria. Volto outro dia. Esta é uma das vantagens de passar muitos dias em Nova York, dá para rever pontos interessantes.

A caminhada continuou, ainda com o Lincoln Center Plaza a minha direita.

Repararam as escadas? Elas mostram as atrações do Lincoln Center Plaza.

 

 
Hora de voltar para casa, um jantar me esperava.

Nova York, 01 de maio de 2013

Postei a foto abaixo dizendo que hoje seria o dia da visita ao Bronx, mas que eu estava com medo, afinal todos dizem que o Bronx é perigoso. Uma colega de escola aqui disse que só podemos ir ao Bronx acompanhado de alguém que mora lá.
 
Desconfio um pouco destas verdades absolutas, e embora com medo, fui ao Bronx. Saí da estação do metrô bem perto desta esquina, era o local mais perto do zoológico do Bronx, um dos pontos mais visitados em Nova York.

Importante: hoje é quarta-feira, único dia em que a visita não é cobrada. Aqui vários pontos turísticos têm um sistema de doação, há um dia específico em que você paga o quanto quiser para entrar. Eu doei US$ 5,00!

 

A visita já começa bem, o lugar é muito bonito, tal como os outros em que já estive até agora.

E o primeiro animal do zoológico, que não estava exatamente preso – a área é muito grande, foi o bisão (será que a tradução está certa?). Nunca havia visto um bicho assim, só em filme!

Na próxima parada estavam os leões marinhos. Muito divertidos, eles parecem brincar o tempo inteiro. Um exemplo de vida (rs)!

Estes abaixo não estavam nadando, mas tomando o belo sol que brilhava neste dia.

Veio então a águia, e que bela águia, ENORME!

Cheguei bem na hora do almoço, um delicioso rato (argh!).

 

No caminho aparece o local onde ficam os rinocerontes, bem majestoso. Alguém já viu um rinoceronte ao vivo? Eu só havia visto nos filmes do Tarzan (rs)!

Mas hoje eles não estavam neste local fechado, mas sim soltos. Melhor ainda!

Meu coração bateu mais forte quando vi estes animais ali bem na minha frente!

Já estava muito entusiasmado com tudo isso quando vi pela frente flamingos, mas flamingos ROSA. O espetáculo é indescritível.

Já me sentindo o rei da selva, não acreditei quando vi – pela primeira vez na vida – uma girafa. E ao vivo, bem ali na minha frente. Agora eu estava me sentindo o Tarzan!

No caminho estava também esta ave, mas esqueci de anotar o nome. Alguém sabe o que é?

Parei para comer alguma coisa. Claro, alguma coisa aqui significa … hambúrguer. E a alternativa é … hambúrguer. Enquanto comia, este pássaro metido a pavão (!) ficou do meu lado.

 
Estômago sossegado, de volta ao passeio. E agora um urso polar apareceu!

O urso é muito brincalhão, passou um tempão com seus brinquedinhos.

Depois, para alegria de todos, ele resolveu dar uma volta. O pessoal ao meu lado vibrou de emoção!

Aí ele resolver agradar ainda mais a plateia, começou a deitar e rolar pelo chão.

 

Além de uso polar, o zoológico tem também outros ursos.

E eles também adoram brincar, só que aqui não com brinquedos, mas um com o outro.

De Tarzan passei a me sentir o Mogli, o menino logo. Alguém lembra dele? E do urso Balu?

De Mogli, passei a me sentir depois um Harry Potter. A cobra que vi pela frente parecia MESMO que queria conversar comigo. Ou atacar, não sei! Vejam só os olhos dela. Ainda bem que entre nós havia uma janela de vidro!

Claro, aqui tudo é festa. Em todos os locais havia praça de alimentação – com hambúrguer e hambúrguer…

… e lojinhas com lembrancinhas!

Eu já havia visto muito coisa, de ratos a borboletas, de avestruz a macaco, quando o telefone tocou. Meus colegas de escola estavam chamando para um jogo de basebal. Não entendo este jogo, nadinha, mas era uma oportunidade única. Resolvi ir embora, precisava comprar o ingresso. Até a saída do zoológico, novas paisagens lindas.

Ingresso comprado, rumo ao estádio. O jogo estava marcado para as 7:10 (pontualidade americana!).

Se lá fora a vista era bonita, imagina dentro! Só ver tudo isso já valeu a noite, nem precisava ver o jogo – que, aliás, não entendo!

Até aqui era apenas o local antes do estádio propriamente dito, onde podemos comprar pipoca (US$ 11,00), cerveja (US$ 12,00) – uma fortuna! Hora de ver o jogo!

 

Uma coisa que não gostei foi a distância. O estádio é muito grande, difícil ver o que está acontecendo. Os lances acontecem apenas em um canto do estádio…

…os outros pontos ficam praticamente sem jogadores. O tempo todo!

O pessoal fica olhando de longe, alguns conferindo mensagens no celular, outros pensando na vida e a maioria conversando. Eles não veem o jogo, eles CONVERSAM. Muito!

Este é o pessoal de minha escola: o Lucas (brasileiro), o Fabian (alemão), eu, o John (sul africano), a Cláudia (italiana), a Hannah (alemã) e a Miriam (mais uma brasileira).

O saco de pipocas na mão do Lucas é tão grande que foi suficiente para todos nós! E ainda sobrou!

 
 

Para terminar, esta linda mocinha abaixo é filha da Rose, a pessoa que cuida da casa em que estou. Ela vem mais ou menos uma vez por semana.

A mocinha, Carly, disse que estou falando inglês bem, mas que meu sotaque é muito forte, que eu preciso melhorar muito! Como ela vai ver meu blog, vou tentar repetir esta frase em inglês.
 
This young lady, Carly, said that I’m speaking English very well, but my accent is very strong, that I need to improve a lot!

Nova York, 30 de abril de 2013

Todo mundo fala em Manhattan, Manhattan e Manhattan. Claro que quero conhecer Manhattan, mas também quero ver outros lugares. Hoje então fui ao Queens, ou The Queens, como é o nome certo.

Fui com poucas expectativas, quase nunca vejo ninguém falar sobre o local. Que bom, a surpresa foi melhor ainda. Logo no início do passeio já vi prédios diferentes, que me chamaram a atenção.

Descobri depois que estava em uma comunidade predominantemente judaica.

Interessante mesmo é o estilo dos prédios, li em algum lugar por aqui que os apartamentos parecem casas de hobbits!

A foto abaixo mostra uma espécie de rua de pedestres entre os edifícios. Até pensei duas vezes antes de entrar, parecia que eu estava em área particular. Mas não, era área pública.

As áreas verdes ao redor são bem generosas.

Mas eles positivamente não gostam muito de crianças brincando por lá.

Andando um pouco mais, os edifícios já ficam um pouco diferentes, já passam sensação de mais espaço.

Aqui todos são obrigados a limpar o cocô do cachorro, senão a multa é muito alta. Só não sei quem é que multa, porque não há ninguém nas ruas para ver.

Mais a frente o coração dispara um pouco mais, a beleza é indescritível. Ainda bem que as fotos falam mais alto.

Ah, aqui também tem lombada …

Ao lado deste bairro incrivelmente calmo há uma estrada intensamente movimentada. Este é o país dos exageros…

Atravessei a estrada usando uma passarela para pedestres e cheguei a um dos locais mais famosos do Queens, o Central Park daqui – guardada as devidas proporções, é claro.

 

Depois deste belo visual, uma estranha construção chamou minha atenção.

 

Estranho mesmo é o banheiro. Esta foto foi feita DENTRO do banheiro … a porta fica aberta! Quer dizer, privacidade nenhuma…

…apesar do nome pomposo do local!

E lá vem mais construções gigantescas

Não sei exatamente o que eles queriam fazer aqui, até porque o local está abandonada, mas achei que valia a pena fotografar.

De qualquer forma, esta obra faraônica fica ao lado do teatro do parque, este sim funcionando e muito bonito.

Quem patrocina parte do parque é a Warner, por isso o logo na parede externa.

Achei justo a Warner colocar o logo aí, afinal a empresa banca os custos. O que não esperava mesmo era ver este logo … um pouquinho MAIOR! Vejam só o que vi quando olhei para o outro lado.

Logos e Warner a parte, a paisagem é mesmo impressionante.

Saindo do parque e a caminho do metrô, mais um estilo diferente de moradia.

A estação do metrô dá um certo receio, absolutamente NINGUÉM na plataforma.

Peguei o metrô para Jamaica, um bairro de muitas raças no Queens.

Como eu esperava, ou não – aqui é difícil prever o que há pela frente, tal o número de novidades – mais um novo estilo de casas.

E o pessoal é bem religioso. Esta é a parte da frente de uma das casas.

Entrando um pouco mais no bairro, fiquei perplexo. Este pessoal sabe morar com conforto e qualidade.

Quase 8 da noite, entrei em uma rotisseria para comer alguma coisa.

Alguma coisa não, MUITA coisa. Aqui a comida é sempre exagerada.

Para beber, resolvi não pedir a tradicional Coca, afinal esta eu conheço no Brasil. Pedi uma tal de Dr. Pepper, bem comum nesta região. Horrível! Muito doce, parecia remédio. Mas eu estava com sede, qualquer coisa servia, já foi quase metade da garrafa (rs).

Uma curiosidade para encerrar. Devido a crise econômica mundial, o pessoal aqui está reclamando de algumas medidas do governo, dos CONFISCOS que estão sendo feitos – olha aí a Zélia e o Collor, gente. Em inglês, confisco é SEQUESTER. Esta tirinha estava nos jornais do dia.

Nova York, 29 de abril de 2013

Comparada ao domingo no Central Park, até que esta 2a. feira foi tranquila. Tanto que até consegui tempo para cuidar de minha roupa, o hábito por aqui é usar as lavanderias para lavar e secar por conta própria, ou lavar, secar e passar por conta da lavanderia. Preferi a segunda opção, foram alguns poucos dólares a mais.

Queria voltar à Century 21 com mais calma, precisava comprar mais roupas, principalmente um casaco mais leve, já que o frio não estava tão forte quanto eu esperava. Em vez de pegar o tradicional metrô – teria que fazer uma baldeação – escolhi ir de ônibus. O MetroCard que comprei no primeiro dia dá direito a andar de ônibus e eu ainda veria os locais por onde passasse.

A princípio seria um pouco difícil saber onde parar, mas o bom e velho Google Maps sempre indicava minha posição.

Eu estava na linha B6, teria que sair do ônibus e pegar a linha B1. E indicar no ônibus que você quer descer na próxima parada é simples – e moderno: basta tocar em uma barra lateral vertical

Desci e logo vi o outro ônibus chegando. Entrei correndo, mas … era o sentido errado, o Google Maps avisou lá dentro. Eu não havia prestado atenção. Dizem que de graça até ônibus errado, mas este não era o caso. Desci no ponto seguinte.

O Google Maps indicava o sentido correto e diferentes tempos: 32 minutos de ônibus e 56 minutos a pé. Preferi ir andando, assim conheceria melhor aquele trecho do Brooklyn onde eu estava.

Postei esta foto no Facebook e chamei de Brooklyn verdadeiro, afinal este é um dos pontos em que as pessoas trabalham.

Impressionante é a variedade de paisagens. A cada duas ou três quadras – ou blocks, como eles falam por aqui – parecia uma cidade diferente

Caminhar foi bom, passei em frente à Brooklyn Public Library.

 
Não tive paciência de entrar, fui em frente. Eu queria ver mais lugares e paisagens. E vi, de novo a sensação de uma outra cidade.

E outra.

Não é mesmo impressionante? Todas as fotos acima foram tiradas na mesma rua, 86 St, Brooklyn. E aí cheguei ao campo de golfe.

 
Tive a sensação de estar em um gramado do Central Park.

Pouco a frente do campo de golfe, um dos restaurantes que todos gostam na cidade, o Nathan’s.

Parece que ouvi algo sobre o Nathan’s ter sofrido bastante com a passagem do Sandy, mas agora estava aberto novamente.

Bom, já estava tarde, eu tinha feito minha inscrição em uma palestra na B&H lá em Manhattan, não havia mais tempo. Entrei correndo na Century 21, deu tempo de só comprar um casaco mais leve.

No metrô, uma cena típica, sempre há algum artista nas estações.

Na hora da fome, era por volta de 13h30, encontrei no caminho um restaurante italiano com jeito americano de ser. Entrei!

E cheguei à B&H. A Adriana, minha prima, havia falado para eu prestar atenção nos carrinhos que circulavam no teto, transportando mercadorias. Incrível que eu não havia visto antes nas outras duas vezes em que tinha passado por lá. Eles fazem um barulhinho parecido com os dos velhos trenzinhos elétricos que tínhamos em casa quando éramos crianças.

 
Acabou a palestra, as pessoas que conheci em meu curso de inglês na semana passada enviaram uma mensagem de texto convidando para um passeio de final de dia a 15 quadras dali, Downtown. Mas eu tinha que trabalhar um pouco, responder e-mails, voltei para casa. Afinal, não estou em férias!

Nova York, 28 de abril de 2013

A Cecília falou, “Pra quem não gostava de fotos, você anda tirando muita foto”. Pois é, acho que peguei gosto pela coisa, hoje bati meu recorde. Também, esta cidade tem tanta coisa para ver…

Comecei meu dia no Central Park, havia visto só uma parte dele, hoje quero ver os outros pontos interessantes. Como da outra vez comecei o passeio pelo lado sul, escolhi hoje o lado norte.

A primeira vista já é de tirar o fôlego, Harlem Meer, um lago enorme onde o pessoal pesca. E é uma pesca sustentável, as pessoas pegam os peixes e os devolvem aos funcionários do parque.

 

Às margens do lago uma bela casa, Charles A. Dana House, onde funciona a sede administrativa para as atividades neste lado.

 

Por sorte, antes da visita ao Central Park, instalei um aplicativo que orientou minha visita. Quando já estava fazendo a curva para contornar o Harlem Meer, o aplicativo avisou: “Se você olhar a esquina do lado de fora do parque, verá uma estátua em homenagem a Duke Ellington”. Lá fui eu!

De volta ao parque…

Até a vizinhança do Central Park é bonita, vale a pena olhar.

Olhando o parque novamente, achei o exuberante – e não estou exagerando – Conservatory Garden.

E o pessoal aproveita o parque para os mais variados tipos de atividades.

Este é o zoológico do Central Park, um dos pontos mais frequentados.

Como há muitas crianças no zoológico, os artistas fazem seus shows individuais. Vi este aí abaixo, o cara é muito bom. E eu ainda aproveitei para ouvi-lo e aperfeiçoar o inglês.

Continuando a visita, novos gramados e muitas atividades. Vejam que ter um cachorro junto é muito comum por aqui.

Cheguei agora no lado leste do parque. Dá para acreditar que tudo isso é um parque só?

Um pouco mais a frente, um belo de um lago – um dos vários no Central Park.

Este obelisco, também conhecido como Cleopatra’s Needle (Agulha de Cleópatra), é egípcio e fazia parte de um par – o outro está hoje em Londres. Eles foram originalmente erguidos na cidade egípcia de Heliopolis sob as ordens de Thutmose III, o ano era aproximadamente 1450 a.C. As inscrições foram adicionados cerca de 200 anos mais tarde por Ramses II para comemorar suas vitórias militares.

Ninguém é de ferro, a fome já estava chegando. Eu havia comido um hot dog, mas não adiantou. Iria procurar um novo local no parque para comer quando vi uma pessoa com um copo escrito “Dean & Deluca”. A Adriana, minha prima, já havia falado deste lugar. Fiquei pensando se havia algum deles por perto, quando vi outra pessoa, agora com uma sacolinha do “Dean & Deluca”.

Tenho outro aplicativo no celular que mostra tudo o que há na região em que estou, de cinemas e lojas, até restaurantes e pontos turísticos. Procurei, o “Dean & Deluca” ficava a uma quadra. Claro que fui lá!

Depois de ficar impressionado com o lugar, grande e bonito, e depois de demorar um bom tempo para entender como tudo funciona, resolvi pedir a comida. E escolhi – por sorte – o melhor prato que comi em Nova York até agora, chama-se Gumbo. É esta sopa aí em cima, inclui linguiça, frango, vegetais e pimenta – e é MUITO BOA! Para completar, pedi também METADE de um sanduiche de peito de peru. Uma bela de uma metade, porque comi muito.
 
Almoço resolvido, fui passear pela loja…

… e parei na frente das frutas, queria ver como eles escrevem o nome das frutas. Achei mango (manga), achei papaya… O funcionário da loja perguntou se poderia me ajudar, eu respondi “Obrigado, sou brasileiro estou apenas vendo como se escreve os nomes das frutas aqui”. Ele respondeu “Cool”.

 
De volta ao Central Park.

 

A construção a frente é a entrada e o prédio administrativo deste reservatório da Jacqueline.

 
O bom é que aqui é tudo muito democrático, todos podem participar de tudo, olhar tudo, até os cachorros.

 

 

E o pessoal gosta de estátuas e monumentos. Confesso que até li quem é a pessoa abaixo, mas já esqueci (rs).

 


Como era de esperar, no Central Park há vários campos de basebol.

 
Também há por aqui muitas pontes e os vários caminhos muitas vezes passam debaixo delas. Alguns são muito bonitos.

 
Caminhando mais, cheguei a mais um lugar interessante, com cachoeira e tudo.

 
Mais um ponto muito bonito a minha frente.

Já escrevi isso há pouco, falarei novamente: não é incrível que tudo isso está em um lugar só? Que estamos falando de um único parque?

É fácil ficar perdido por aqui, mas felizmente meu fiel companheiro de viagem, o celular e seu aplicativo especializado em Central Park, sempre me avisava sobre os pontos de interesse. Olha aí abaixo, ele avisando sobre o Safari Playground.

 Era só tocar no botão View e ele descrevia o lugar. Quem precisa de guia (rs)?

 
De volta à caminhada.

 
Mais uma vez a redondeza do Central Park me impressionou. Este edifício abaixo está em construção, parece um castelo.

 
Esta é uma casa de marionetes.

 
Adivinha só o que encontrei hoje TAMBÉM? Claro, esquilos! E lembrei mais uma vez do Fábio, que ficou apaixonado por eles quando esteve aqui em janeiro.

 
Até o Shakespeare tem jardim no Central Park.

 
Não consegui achar algum identificação para o banco logo a seguir.

 
O aplicativo no celular ajudou.

 
Sentado no banco, esta era a vista.

 
Cheguei ao Belvedere Castle. Muitas emissoras de rádio e TV por aqui iniciam suas transmissões sobre temperaturas dizendo “Right now, the temperature in Central Park is…”. Pois então, é aqui que os dados são coletados.

 
 
E lá de cima a vista é muito bonita.

 

Bom, de volta aos vários caminhos do Central Park. The Ramble, a próxima parada, é descrita por seu criador como uma espécie de jardim selvagem.
 
Esta é a Ramble Rustic Bridge.
 
Uma visão do lago…
 

 
Uma ponte feita de madeira de carvalho.


Ladies’ Pavillion, com seu telhado cinza e grades de ferro bem trabalhadas, é um exemplo importante das artes decorativas do século XIX (sei de tudo isso por causa do meu aplicativo no celular). 

 
Dali também dá para avistar o lago.

 
Agora vem uma parte que muitos fazem questão de ver, e minha prima Adriana falou que eu não deveria perder de forma alguma, nem que fosse para dizer “eu passei por lá”.

 
Pois então, Yoko Ono, a sra. John Lennon, trabalhou com o arquiteto paisagístico Bruce Kelly para criar esta área meditativa, e o nome é uma homenagem a uma das músicas mais conhecidas dos Beatles, “Strawberry Fields Forever”. Há um mosaico preto e branco bem no centro, em estilo grego-romano, com a palavra “Imagine”.

 
Há muitas homenagens por lá.

 
E não poderia faltar, claro, artistas cantando músicas do John e dos Beatles.

 
A proposta é que o lugar seja de meditação, de calma, oficialmente chamada de zona de silêncio. Todos que passam por lá ficam tranquilos. Todos mesmo!

 
O dia já estava acabando, eram perto de 7 da noite, eu iria procurar uma estação do metrô para voltar para casa. Doce ilusão, olha só o que vi pela frente, bem na esquina sudoeste do parque.

 
Aí fica a Columbus Circle, um dos pontos bastante badalados da cidade.

 
Olhando para trás, vendo novamente o Central Park, a entrada por aqui é ainda mais bonita.

 
E a região em volta do parque também.

 

 

O lugar é chamado de Columbus Circle em homenagem a Cristóvão Colombo, há uma estátua dele bem no centro da praça – ou círculo, o que corresponde às nossas rotatórias.

 

 

 
Da praça a vista é também muito bonita, como era de se esperar.

 
Foi aqui que vi o primeiro Shopping da cidade, tal como estamos acostumados, o Time Warner Tower.

 
Entrei, claro. É de cair o queixo. Para fazer Iguatemi e Cidade Jardim ficarem com complexo de inferioridade.

 
Interessante é que no piso inferior há um grande supermercado. Grande é pequeno demais para o tamanho dele, melhor dizer ENORME!

 
Grande também é o preço das frutas. Vejam só, está escrito US$ 4,99 cada! Como assim, cada? Eu não estava entendendo, nem acreditando.

Uma senhora americana estava passando, comecei a conversar com ela. “Está certo o que está escrito aqui, este é o valor por um único caqui?” Ela estranhou, olhou, e disse que parecia ser. Olhamos melhor e nós dois concluímos que este era o de uma caixa com seis pequenos caquis. O valor do caqui maior, de um único caqui, era menor, apenas US$ 3,99!

Continuei o passeio no Shopping.

 
A fome chegou, já era mais de 8 da noite. A sorte é que o supermercado tinha uma variedade enorme de comida pronta, de salada a massas, de carnes a sopas. O pessoal pega uma caixinha, ou uma caixona, e coloca a comida dentro.

Achei tudo meio confuso no começo, mas criei coragem e resolvi enfrentar. Pela primeira vez aqui achei carne moída, que eu gosto muito. Coloquei também um pouco de arroz. Não sabia o que fazer depois, mas segui uma pessoa até o caixa e fiquei olhando como eles faziam.

 
Depois fui para uma mesa jantar, em uma espécie de praça de alimentação.

 
A saída do Shopping estava também muito bonita. Já era noite e as luzes estavam acesas.

 
Mas eu estava cansado, afinal estava andando desde as 10 da manhã. Hora de voltar!

Doce ilusão, de novo! No caminho para o metrô estava a Broadway, com suas luzes, neons, cartazes. Uma cena de arrepiar, arrepia até agora quando escrevo estas linhas.

 
Deixei o metrô para mais tarde, fui caminhar pela Broadway.

 
Bom, agora sim, chega!

Nova York, 27 de abril de 2013

Fiz um plano para hoje cedo, iria ver a Tribeca Family Festival, uma feira de rua paralela a um festival de cinema que está acontecendo por aqui. Aí, conversando com uma simpática pessoa de Nova York no metrô, ela falou que eu também poderia gostar de uma feira de rua bem na estação em que eu desceria.

É uma feira de rua bem parecida com a que temos no Brasil, e que meu pai e a Cecília gostam muito de frequentar.

Mas a feira daqui tem uma coisa que as do Brasil não tem, uma barraca especial de comidas naturais para animais de estimação. Viu só, Ci, o respeito que o pessoal de Nova York tem pelos animais?

E a feira daqui é mais eclética, tem até música ao vivo.

 
Bolos, pães…

 Olha só como a pessoa pega as folhas, com um pegador. Que classe!

As letras OMG aparecem em muitos lugares por aqui, significa Oh My God.

Fábio, de novo achei esquilos. Desta vez, fiquei mais tempo fotogrando um deles.

Na feira tem os mais variados tipos de atração, este é um menino argentino aprendendo a jogar com um americano.

No caminho para a feira inicial que eu queria ir, aquela ligado ao festival de cinema, passei por outra praça famosa em Nova York.

Finalmente, duas horas depois, cheguei ao local que havia programado, o Tribeca Film Festival. É um evento fundado pelo Robert De Niro e Jane Rosenthal em 1988.

É muita sorte ele estar acontecendo justamente enquanto estou aqui. O festival fala sobre tudo a respeito de filmes, desde produção e cenários, até o que está passando nos cinemas atualmente.

Em paralelo ao evento, aconteceu neste sábado uma feira de rua para as famílias e suas crianças, a Tribeca Family Festival

Já cheguei e fiquei com fome, comi então um prato típico americano. Olhem só o tamanho de uma pizza.

 Os americanos são mesmo exagerados. E olhem só quanta gente na rua.

A barraca foi patrocinada pela Celebrity Cruises, uma empresa especializada em cruzeiros marítimos e fluviais com celebridades. A mocinha aí da foto abaixo é conhecida aqui por um programa de culinária na TV, ela deu uma aula sobre como fritar costelinhas de porco.

Achei o máximo um coral de crianças, lembrei da Elisa na escola dela.

O festival aconteceu uma rua bem badalada por aqui, a Greenwich St.

Duas horas depois, estava na hora de fazer outra coisa. Bem perto dali estava o High Line Park, um dos pontos turísticos mais apreciados da cidade. O Fábio e a Andressa estiveram por aqui na lua de mel e disseram que eu tinha que ver o lugar. Então, eu fui!

No caminho encontrei de novo o Rio Hudson, que eu já havia visitado antes. Olha ele bem no fundo da foto.

 

Chegando mais perto, dá para ver melhor.

 

Este deve ser o barco-lancha que leva turistas para a Estátua de Liberdade, em breve estarei nele.

Pronto, já estava no lugar para subir no High Line Park, altura da 14 St.

Os americanos são muito criativos, transformaram trilhos ferroviários abandonados em um belo parque. Bonito, repleto de turistas, vale a pena a visita.

A vista lá de cima é ótima.

No trajeto há muita coisa para ver, como esta estátua abaixo.

Esta é a praça de alimentação de lá.

Mais vistas lá de cima do High Line.

 
Para terminar o dia, eu precisava comprar um casaco mais leve, o frio está diminuindo – hoje chegou quase a 20 C. Fui na Century 21. Quanta gente, quanta coisa para olhar. No começo, achei tudo muito caro, havia camisas valenda US$ 500! Depois achei os produtos mais baratos, mas resolvi voltar outro dia, estava ficando tarde, eu estava cansado e havia muita gente na loja. Voltarei talvez na 2a. feira pela manhã.
 
Ah, tive uma decepção aqui. Todo mundo falou que os New Yorkers – é assim que eles são conhecidos – são civilizados e respeitam as regras de trânsito. É até verdade em parte, eles respeitam o sinal aberto para pedestres – quase sempre. Mas o que eles não respeitam mesmo são os outros carros, o trânsito é uma BAGUNÇA. Olha aí os New Yorkers fechando o cruzamento.
 


 Tanto aqui quanto aí!