Canal Saint-Martin
O guia que me levou para um entardecer com queijo e vinho no Sena há alguns dias sugeriu um passeio diferente, caminhar pelo canal Saint-Martin até o Parc de la Villette. Ele nem iria junto, era só uma ideia para um passeio de um dia inteiro. Lá vou eu!
É bom mudar de rumo, até a linha de metrô é diferente. Estou na linha 5, mais moderna e com todos os carros conectados. Dá uma sensação enorme de espaço.
Meu primeiro destino, place de la Republique.

De novo, a mesma sensação boa de estar em um lugar diferente. Acredito que este seja um lugar pouco frequentado por turistas, fico contente por achar que estou fazendo algo inédito (rs).
A caminhada até o parc de la Villette tem 3,6 km, informa o Google Maps.
Dou um zoom no mapa para ver que a poucas quadras dali já encontrarei o canal Saint-Martin. Parece que o passeio ficou mais perto.
Duas surpresas boas.
A primeira, um cabeleireiro anunciando lissage brésilien. Não sei o que significa lissage, o Google Tradutor diz que é suave. Deve ser alguma coisa como amaciamento de cabelos, ou algo assim. Mas é Brasil, sil, sil!
A segunda é o próprio canal Saint-Martin. Que vista para começar bem o dia!

Pesquiso no TripAdvisor, vejo que estou no 10ème arrondissement.
Andando um pouco, uma ponte móvel. Sim, o canal Saint-Martin é navegável e por isso as pontes precisam permitir a passagem de barcos. Vamos por partes:
1. O trânsito sobre a ponte é interrompido e a ponte começa a abrir.
2. Ponte totalmente aberta, o barco passa.
3. A ponte fecha e o barco fica esperando o “elevador”. Sim, tem até eclusa por aqui!
Enquanto a eclusa enche de água, aproveito e vou para a ponte em frente ao barco, assim eu vejo tudo de outro ângulo.
Os meninos estão empolgados, eu também. E não só pela eclusa, mas também pelo que vejo à frente!

Vejo no Google que estou no quai de Valmy. Pesquisei a palavra quai, significa cais. Vivendo e aprendendo, c’est la vie.
Há outra eclusa pela frente, lá está o barco parado novamente. E os curiosos na ponte olhando, como eu há pouco em outra ponte.
Há um parque aqui perto, vou olhar.

O TripAdvisor dá o nome, Jardin Villemin.
E eu continuo andando.
Que caminhada, que paisagens que valem o dia!
Detalhe importante, a última foto acima mostra aquele barco andando a meu lado. Com tantas eclusas assim, é natural que eu vá mais rápido a pé :-).
Os riscos traçados por jatos no céu de Paris têm sido uma constante, a beleza aparece até nas nuvens.
E o barco parado em mais uma eclusa…

O canal Saint-Martin é ligado ao canal de l’Ourcq, então já mudei de canal agora segundo a placa que aparece à minha frente.

Ao longo do canal, há varias bacias. Estou agora na bassin de la Villette, conforme indica o TripAdvisor.
O aplicativo também informa que é a maior bacia artificial de Paris.
Esta bacia em particular é uma bela área de turismo: cinema nas duas margens, livrarias, os tão presentes cafés e muitos espaços de lazer.
Será que esta palavra no barco, mektoub, tem a ver com o Paulo Coelho? Ele fala muito de maktub, mas li outro dia O Alquimista em francês – eita cara metido este, hein?!? – o livro foi presente de minha esposa Cecília e lá está escrito assim mesmo, mektoub em francês.
Olha este barco aí embaixo, é uma livraria, outro hábito parisiense. Só não entrei porque faltava ainda meia-hora para a abertura, eu queria continuar o passeio.

Finalmente cheguei ao parc de la Villette.
Há um globo enorme logo à frente, preciso ver.
Aproveito o parque de diversões para pesquisar no TripAdvisor. Ah, estou na Cité des Sciences et de l’Industrie.
Pelo jeito, vou passar um bom tempo aqui, há muito para ver.
Claro, sempre há a foto tradicional para o casamento.
Por melhor que seja o passeio, e está mesmo muito bom, a saudade aperta o tempo todo! Ainda bem que existe o FaceTime, para eu falar com a Cecília e ver a Victória.
Para não me perder dentre tantas coisas, melhor ver no TripAdvisor onde estou e o que existe por aqui.
Que bom, a pesquisa mostra que estou próximo à Philarmonie de Paris. Tenho que ir até lá!
Que lugares bonitos! É um espaço inteiramente dedicado à música!
– Olha aí, Donny, há até um espaço para dança de salão. E é público!
Esta última paisagem faz eu me encontrar, estou perto do local em que comecei meu passeio no parc de la Villette.
Está mais do que na hora de entender o que é este globo enorme!
Nada mais é do que um cinema em 360 graus. Faz bem o tipo de lugar que gosto de ver, fui ver um filme. O assunto foi mistérios do mundo, apenas 1 hora de duração. Gostei não só porque conheci o cinema, La Géode, mas também por ver que consegui entender praticamente tudo o que foi dito – em francês :-).
Bom, só falta agora conhecer o amplo pavilhão de exposições à frente, Cité des Sciences et de l’Industrie.
Que visita! Valeu o dia.
Na saída, uma placa indicando a estação de metrô a tomar. Achei estranho, meu senso de direção – já estou conseguindo me encontrar melhor em Paris – diz que há outra estação mais perto.
O Google Maps confirmou, era a estação Corentin Cariou.
Então, encerrando o post de hoje, o mapa de pontos visitados. Só que agora parcial, não está cabendo mais na tela (rs). Hoje visitei uma região bem ao norte, não dá para colocar de forma visível estes locais e os outros mais ao sul. Então, optei por um mapa parcial.
































































































Consegui pôr a viagem em dia! Agora posso continuar viajando sem atropelos. Ah, esqueci de colocar que tudo continua lindo!!!
Bia, que fôlego para ler o post inteiro (rs). É que aqui em Paris parece que quanto mais eu vejo, mais eu tenho para ver! Bjs
Nossa, amei seu passeio de hoje!!!
Muito lindo!!! Acho que a parte do canal foi a mais bonita…
Música, cinema….tudo de muito bonito mesmo!
Bjs
Ci, o canal é um passeio menos badalado por turistas. Mesmo assim, havia muita gente por um motivo: é mesmo muito bonito! Bjs