Palais du Luxembourg no Jardin de Luxembourg
Hoje é dia de aula na Aliança Francesa, é a segunda e última semana. Enquanto o professor e os colegas não chegam, fico pensando no que ver à tarde, depois da aula.
O Google Maps ajuda, estou perto do Jardin du Luxembourg.
Abro o City Walks – Paris e vejo o passeio Luxembour Grdns Neigh’hood. Pronto, decidido, é neste que eu vou mais tarde!
Fim da aula, vamos ao Jardin du Luxembourg.

Uau, a entrada mostra que fiz uma boa escolha!
Na tranquilidade sob as árvores, pessoas fazendo exercícios “zen”.
Não é só em Londres que há corvos, aqui também. Aliás, aqui também acordo com o som característico deles – eles gralham (é esta a palavra?).
Encontro um corredor inteiro com estátuas.
Bem no meio do parque, há um grande lago e um grande jardim. De um lado, vejo o Palais du Luxembourg…
… depois uma visão lateral …

… e virando completamente para o outro lado, um corredor lindo de árvores (li em algum lugar que são macieiras).
Hora de olhar para trás e andar até mais perto do Palais de Luxembourg.
Tem até uma fonte. E que fonte!
É a fontaine Médicis, encomendada pela rainha Marie de Médicis – está escrito aqui!

Andando até chegar à frente do palácio, mais estátuas. E muito verde!

Na porta do palácio, um soldado – com cara de “sai prá lá” – deu a má notícia. O palácio é o Senado, não é possível entrar. Que frustrante. Foi só então que percebi a descrição do palácio, é isso mesmo.

Como sou inconformado, pesquiso na internet se há alguma brecha. Há sim, o acesso é permitido a convidados. Você só precisa conseguir o convite com um dos muitos senadores – o site dá a lista completa!
Nem tenho o que falar, o melhor é dar mais uma voltinha no Jardin de Louxembourg.
Duas das fotos acima foram especiais, mostram o Panthéon de longe. Gosto de estar em um lugar e ver outro em que já estive, ajuda a entender melhor a cidade.
Acredito que a visita ao parque esteja completa, melhor continuar o passeio.
Olha que prático, a grade do parque é local de exposição. Os quadros mostram grandes paisagens do mundo.
O City Walks – Paris sugere agora uma olhada na place Edmond Rostand, com uma fonte no meio.
Valeu ver a praça, ainda mais que o City Walks fala também sobre o famoso café Le Rostand ao lado. Pode até ser famoso, mas confesso que nunca ouvi falar. Não tem importância, fiquei sabendo agora e vou lá. Está na hora de comer alguma coisa, já passa das 13h.
Foi a primeira vez em que entrei em um dos famosos cafés de Paris. Por isso mesmo, foi a primeira vez que notei a posição das cadeiras, voltadas para a rua. As pessoas têm o hábito de comer, beber, conversar e – principalmente – olhar o movimento na rua e calçada. Estes franceses, hein!?!

Eu não sabia como pedir a conta, ainda não aprendi esta frase no curso de francês (rs). Mas nada como o grande Google para ajudar. Pesquisei e encontrei a resposta em um site: l’addition, s’il vous plaît. Salvo pelo Google!
Conta paga, o restaurante fica para trás!

Andando pela região, vejo que estou realmente muito perto do Panthéon, que foi um dos primeiros passeios aqui em Paris.
O TripAdvisor avisa que estou próximo ao théâtre Odéon. Preciso ver, quem sabe até comprar um ingresso para uma peça.
Tenho mais é que entrar!
Lindo, muito lindo! Pareço até a Cecília falando!
Na saída, mais uma vez o onipresente Panthéon.

O TripAdvisor e também o City Walks recomendam agora a église Saint-Sulpice, que foi cenário do Código da Vinci. Ah, esta eu tenho que ver.
No caminho, um prédio diferente e imponente chama a atenção. Que bom parece que está havendo uma exposição pública, então devo poder entrar.

É o prédio da prefeitura (mairie) do 6o. arrendissement.

Paris é dividida administrativamente em 20 arrondissements, cada qual composto de quatro bairros administrativos. Se você quiser ver a lista completa, clique aqui. São uma espécie de mini prefeitura, eu agora agora em uma delas.
Como entrei por causa de uma exposição, vamos aos quadros.
O nome do quadro até ajuda a entendê-lo melhor, mas já vou saindo. Estou aqui para entrar na igreja em frente, Saint-Sulpice.

Antes da igreja, a fonte com o mesmo nome, Saint-Sulpice.
Por conta dos atentados, em quase todos os lugares passamos por uma revista. Estão toda hora vasculhando minha mochila.

A igreja de Saint-Sulpice é a segunda maior católica de Paris. Este título é mais do que merecido, veja só!
O sol tem um papel especial aqui, a claridade entra de todos os lados.
Vamos dar uma volta atrás do altar.
Este altar na foto acima à esquerda é um altar atrás do altar. É mais reservado!
Bom, mas ainda falta falar o motivo do Código da Vinci ter sido filmado aqui: o Gnomon of Saint-Sulpice (a Wikipedia mostra o nome em inglês, deixei assim mesmo, até porque não faço a mínima ideia de como os franceses o chamam).
Em palavras simples, este tal de Gnomon é um relógio do sol, de certa forma até parecido com o que tem em Franca, minha terra natal.
O sol entra por um quadrado específico naquela janela da primeira foto acima, bate nesta espécie de obelisco e a sobra é refletida em uma escala desenhada no chão. Bem quase no meio do altar está a posição do equinócio, que não sei exatamente o que é (rs). Será que é quando o sol está mais alto?
É por isso que o sol é especial nesta igreja.
Duas coisas mais sobre a igreja. Uma, na maioria das igrejas em que estive – senão todas – não há bancos como no Brasil, só cadeirinhas de vime. Então, na frente, há umas cadeirinhas menores, acredito que seja para quem quer ajoelhar.
O segundo ponto para encerrar a visita à igreja é a foto do órgão. Pela descrição que vi em uma das pesquisas que fiz, o som deve ser fantástico. Talvez eu venha participar de uma missa no domingo. Vamos ver.
Enquanto estava no Brasil, fiquei sabendo de um aplicativo lançado pela prefeitura de Paris, QueFaireaParis. Eu havia esquecido dele, lembrei agora.
Olha só que útil, também mostra os eventos baseado no GPS do celular. Há oito aqui na região, já pesquisei cada um deles. Sinceramente, até fiquei aliviado por nenhum chamar a atenção, quero mais é ir para casa agora (rs). Já fiz muita coisa boa hoje.
Ah, só apareceram mais duas no caminho. A primeira é uma rua pequena e bem típica de uma Paris antiga.
A segunda, bem em frente à esta rua antiga, é um poema de Arthur Rimbaud escrito na parede.
Por que na parede? Por que nesta parede? Um texto pequeno explica!

Rimbaud declamou pela primeira vez seu poema aos amigos em um antigo café do outro lado da praça St. Sulpice. Na imaginação de quem escreveu o poema na parede, o vento soprou o poema da praça até este muro. É por isso que ele está escrito da esquerda para a direita, começa na praça e vai até o final da rua.
Até procurei um pouco mais sobre o poema na internet.

Que bom encerrar o dia de forma tão poética assim!
Para encerrar o post, o tradicional mapa. Estou mostrando apenas os pontos mais próximos desta região em que estive hoje.




















































































Os passeios estão mais parecidos comigo,amei !!!!!!
Tudo lindo demais! Pena que em alguns lugares você não possa entrar.
Gostei muito do passeio de hoje, vou ver o próximo dia….
Bjs
Sempre comemoro os lugares que não posso entrar! Sim, porque assim tenho uma desculpa para voltar em uma outra viagem, mas COM VOCÊ!
Plagiando vocês: Muito lindo, muito lindo!!!!!
Bia, em algum post a Cecília disse que estava difícil achar palavras diferentes destas. E ela tinha razão, simplesmente porque tudo é muito … lindo :-).