Charlton House
Terceiro dia em Londres, resolvi escapar dos trens e metrôs, o passeio hoje seria de ônibus. Afinal, uma vista privilegiada em um ônibus de dois andares é o que há!
As paisagens no caminho são muito bonitas.
As três fotos acima foram tiradas de um ônibus, eu teria que pegar agora outro para chegar até o primeiro ponto turístico do dia. Desci então no próximo ponto, ainda bem que hoje acertei, estava no ponto que devia estar mesmo. Agora era só esperar o outro.
O segredo é saber o número da linha que você quer pegar – o Google Maps dá esta informação – e conferir na tela eletrônica. É, aqui há este tipo de facilidade até nos pontos de ônibus.
Curiosidade; a quarta linha debaixo para cima nesta foto anterior mostra um ônibus … atrasado. Está escrito “due”. Mais uma vez, a pontualidade britânica não está tão britânica assim. No ponto de ônibus em que eu estava, uma senhora estava possessa com o atraso!
Finalmente chegou meu ônibus, a nova viagem começava. Vejam só só as casas e prédios da região.
Há muito imóvel para vender, deve ser o reflexo da crise econômica que assola a Europa.
Ah, Cecília, esta é para você. Do jeito que você gosta! Parece que só tem casa nestas ruas…
… mas veja o que aparece logo em seguida: um centro comercial, bem pertinho das residências.
Ainda não me acostumei à mão invertida dos ingleses. Pelo menos eles procuram evitar problemas, acredito que principalmente com estrangeiros, vejam só os avisos nas ruas.
Os pontos em que os pedestres devem usar são bem sinalizados – normalmente dois postes pequenos como estes acima – e os avisos “Olhe à direita” ou “Olhe à esquerda”. Pelo sim e pelo não, eu sempre olho para os dois lados (rs).
Hoje aqui em Londres é o segundo dia de um evento famoso, Open House London. Algumas casas e locais famosos, muitos deles propriedades particulares, abrem suas portas ao público.
Felizmente o app Time Out London falou deste evento, então fui atrás. Baixei outro aplicativo (rs) específico do Open House, que mostrava as casas mais próximas do local em que eu estava. A que mais me interessou foi a Charlton House.

Pejo jeito, eu acertei!
Charlton House foi construída para Adam Newton, o tutor do Príncipe Henry, filho mais velho do James I. Vejam só, a casa nem era do príncipe, mas de seu tutor. E não era esse Henry de agora (rs), já que a construção começou em 1607 e terminou em 1612.
Olhem só o “quintal” da casa… Tem até cachorrinho passeando…
Cheguei às 10h20, haveria um passeio guiado às 10h30. Dei sorte. Esperei um pouco, em seguida fomos passear com uma guia muito simpática e brincalhona. O pessoal ria muito com suas piadinhas. Confesso que não entendi muitas delas :-(.
A foto acima mostra até uma porta para um quarto secreto da casa. Hoje a porta até tem um certo destaque – foi pintada com uma cor um pouquinho diferente do restante da parede – mas na época ninguém percebia a porta.
Ah, diz a lenda que há um fantasma na casa. A sociedade paranormal de Londres jura que há mesmo. Eu, hein, já estava na hora de ir embora.
Mais um ônibus de dois andares, mais paisagens novas. É um momento do dia que gosto muito :-).
Quase sempre há comércio perto das casas.

Dentro do ônibus, se você sabe em que ponto descer – e novamente o Google Maps ajuda – é só ficar de olho na próxima parada. Há um placar eletrônico em cada andar do ônibus, além de um sistema de som, anunciando as paradas. Coisas de primeiro mundo!
Para quem acha que os ingleses são muito sérios, sempre há motivos para não acreditar nisso.
Já que a visita anterior mostrou a Inglaterra de 1600, eu queria algo mais moderno. Fui parar no terminal Emirates Peninsula Greenwich. Sim, o nome é porque neste ponto passa o meridiano de Greenwich.
Aqui há um teleférico muito moderno, com TV e ar condicionado, com muito turista e principalmente londrinos, que o utilizam como meio de transporte diário.
Foi a primeira vez que vi o Rio Tâmisa. Vamos atravessá-lo por cima.
Um aviso chamou minha atenção, era possível baixar um app que descrevia os pontos lá de cima. Era só apontar a câmera do celular e a descrição aparecia. Rapidamente instalei o recurso!
Chega de olhar o celular, melhor olhar a paisagem novamente. Vi então algo que parecia um grande barco, ou iate, de fato chamou minha atenção.
Saindo do teleférico, havia muita coisa para visitar. Para começar, um novo, ambicioso e moderno espaço de eventos, Crystal. Olha só o aspecto do lado de fora.
Dentro então a modernidade é total. Fiquei imaginando minhas aulas aqui (rs).
A visita estava muito boa, mas havia muito mais lá fora. De volta para o lugar aberto, eu estava nas Docklands – o porto ao longo do Tâmisa.
De longe, outra construção aparentemente muito moderna, eu tinha que ver.
Ah, lembra o que parecia um barco ou iate lá de cima do teleférico? Pois então, é um prédio comercial em forma de barco.
Estes londrinos são muito criativos.
De volta para o tal prédio comercial moderno, fui chegando e descobrindo um enorme e muito novo centro de exposições. É de “cair o queixo”!
Dentro então, a sensação de espaço e gigantismo é – não posso evitar a brincadeira – gigante!
Depois de andar em linha reta uns 10 minutos sem parar, consegui sair do prédio. Era mesmo muito grande. E via mais uma vez as Docklands.
Aí lembrei do Thiago, meu afilhado, e um filme do Mr. Bean que vimos juntos. Ele usava um carrinho parecido com este.
O mais engraçado é que a motorista estava indo em direção à duas pessoas que a esperavam, e ela foi se aproximando com uma cara de sorriso e felicidade que parecia – fico até sem jeito de falar – um pouco boba. Quer dizer, parecia mesmo a Dna. Mr. Bean.
Todo mundo fala do fish & chips de Londres, eu ainda não havia experimentado. Até agora!
Este foi um momento do dia em que pude praticar o inglês. Primeiro, o dono do truck food, um conversador de primeira. Perguntou de onde eu era, em que eu trabalhava, se já conhecia o peixe e batatas fritas, se eu queria com molho ou sem molho. Deu para praticar muito!
Depois, em uma mesa comunitária, sentei com uma família indiana: um pai, uma mãe, uma filha de uns 13 anos e um menininho de uns 5 anos. Não deu outra, puxei conversa. Disse que achava muito difícil o inglês dos britânicos, mas eu conseguia entender o deles perfeitamente bem. A filha então comentou que também teve muita dificuldade quando veio para cá, disse também que ouvir o que eu estava contando a fazia lembrar de seus primeiros anos em Londres, da dificuldade de entender seus colegas da escola.
Ao ir embora, ela olhou para trás e sorriu com um ar de cumplicidade, algo como “entendo o que você está passando”. Gostei muito!
Estava na hora de voltar, eu iria pegar o teleférico novamente.
Esta última paisagem chamou minha atenção, o que seria esta construção enorme? Fui ver! Mas, antes, dava tempo para mais uma foto do teleférico e de uma da placa provando (rs) que eu estava na Península de Greenwich.
Ah, faltava ver algo antes. Lá em cima o aplicativo do teleférico mostrou algo muito estranho, vale a pena rever a foto em tamanho maior.
Era uma obra de arte, Quantum Cloud, uma escultura contemporânea com 30m de altura. Fui ver.
Hmmm, sei não!
Melhor ir em frente, havia aquela grande construção que vi do alto.
Era a Arena O2, um espaço multiuso coberto localizado no centro do The O2, um grande complexo de entretenimento situado na Península de Greenwich. Com capacidade de até 23.000 dependendo do evento, é uma das maiores arenas cobertas da Europa. Em 2008, a O2 conquistou a coroa no World’s Busiest Arena.
Aqui tem de tudo! Dá para acreditar que uma das atividades é escalar a cúpula da arena? É, havia muita gente na fila para fazer isso. Só não fui porque o vento estava muito forte, estava muito frio – apesar do sol!
Melhor entrar.
A maior coincidência ainda estava por vir.
Como tem restaurante com “pegada” brasileira aqui. Falo “pegada” porque o Brasil aparece só no nome. Até fotografei um cardápio para mostrar que há muito pouco de Brasil nestes locais.
Ainda havia outra coincidência ainda maior por vir.
Que nome bonito de restaurante, não? Descobri depois que há muitos Nando’s por aqui.
Vamos continuar visitando o O2.
Chega, hora de voltar para casa. O Google Maps mostrava 37 minutos de viagem, de North Greenwich – onde eu estava – até Darwin Road – para onde eu vou.
São 27 pontos durante a viagem.
Que bom, em um ônibus de dois andares viagens longas são sempre muito mais proveitosas.
Por exemplo, descobri um local para fãs do cinema, o Odeon. Na porta estava escrito que o local é mesmo para quem gosta de filmes, com IMAX e tudo mais o que todo fã gosta!
Nesta estrada lembrei da Cecília, minha mulher, que tem pavor de carro. Ci, olha só como a rua é estreita.
A rua é mão dupla, ao lado destes dois carros parados podem passa um ônibus em um sentido e outro ônibus em outro. É preciso muito sangue frio!
A última novidade do dia, parei para ver as pessoas abastecendo seus carros. É tudo feito pelos motoristas, as duas mulheres da foto abaixo. Elas saem do carro, registram na bomba o quanto querem colocar, levam a mangueira até o reservatório, esperam, guardam a mangueira e depois entram na loja para pagar. Muito diferente, não?
Nem sei se elas estranharam um cara parar perto e ficar fotografando tudo. Em alguns pontos de ônibus aqui há um aviso para todos comunicarem qualquer ato suspeito. Melhor eu ficar esperto!
Achava que esta seria a última novidade do dia, foi a penúltima. É que entrei no supermercado perto de casa e não resisti a um “litrinho de leite”. Achei bonitinho, comprei.

Estou tomando enquanto digito estas “mal traçadas…”, o gosto é quaaase igual!









































































































Gostaria de uma casa como a do tutor….
Linda viagem aérea!
A comida foi deliciosa!! Duas coisas que eu amo!!!!
Andar de ônibus de 2 andares deve muito bom mesmo.
Continue fotografando.Bjs
Ah! o leitinho…. fofo!!!!
Gostei muito do domingo. Passeei muito! bj
Fê, arquitetura fantástica! Estou me divertindo lendo as narrativas suas… parece que estou ai! Gostei da questão do aplicativo com a câmera. Muito funcional! E o peixe com batatas, lembra o fast food de NY? A propósito, o posto de gasolina funciona da mesma forma lá nos EUA… o abastecimento é na “confiança”.. rs
Fábio,
Tudo funciona na base da confiança. No supermercado, por exemplo, você pode optar pelo autopagamento. É só ir ao caixa automático, escanear os produtos – você mesmo escanea, ninguém fica conferindo – e pagar com cartão. Olha só, outro dia comprei dois pães, e pão não tem código de barra para escanear. Então você vai ao caixa automático, aperta no visor o botão “padaria”, aparece uma tela com todos os pães, você aperta o botão que corresponde ao seu e – pasme – você mesmo digita quantos pães comprou! É o cúmulo da confiança! Eita povo civilizado!