Victoria Embankment Gardens
Acordei hoje e ainda não tinha feito planos para o dia. Foi quando lembrei, não havia trazido muito roupa. Como minha ideia é ir à lavanderia uma vez por semana, precisava comprar algumas coisas mais para dar tudo certo.
Pesquisei na Internet bons lugares para comprar roupas, procurei produtos de qualidade e preços justos. Descobri algumas lojas:
- Primark
- H&M
- T.K.Maxx
- Matalan
São lojas de departamento, algo como nossa C&A e Renner. Era exatamente o que eu precisava, queria algo rápido, fácil de resolver.
Minha pesquisa também mostrou um bom lugar para achar todas as lojas juntas, Hammersmith, mais exatamente a King Street. Pesquisei o caminho no Google Maps e lá fui eu.
Dentro do trem, lendo o jornal, já lembrei de minha mulher. Ci, olha só os cachorrinhos no jornal.
São filhotes, serão treinados pela polícia para ajudar na captura de traficantes.
O trem parou na mesma estação de ontem, Charing Cross. De novo a sensação se repetiu, parece que nunca havia estado aqui. Só porque saí por uma porta diferente, a paisagem mudou completamente. Fui parar embaixo de uma ponte, com uma grande galeria de lojas.
Olhando para o outro lado, um parque enorme e bonito – que eu também não havia visto ontem.
Precisava pesquisar no Google Maps em que região eu estava exatamente, ainda não consegui entender Londres do jeito que gostaria.

Aparece a Charing Cross bem à esquerda da tela do celular, um pontinho azul (eu) bem no meio do parque e o Tâmisa à direita. O parque chama-se Victoria Embankment Gardens. Pronto, já sabia em que lugar estava e até o nome o parque. Viva a tecnologia.
Peguei o trem rumo à Ravenscourt Park Station, a mais próxima da King Street, a rua com as lojas.
Sair de uma estação sem conhecer o lugar pode ser um problema.

Ou não, é para isso que há – olha ele aí de novo, gente – o Google Maps. Mostrou certinho o caminho, o pontilhado indica o caminho que tenho que percorrer da estação até a King Street.
Como estou aqui para conhecer a vida dos moradores de Londres, e não apenas ver os pontos turísticos, presto atenção em tudo. Uma placa chamou minha atenção.
Achei que Controlled Zone fosse algo parecido com o nosso rodízio. Peguei o celular novamente e pesquisei no Google.

Zona controlada é uma zona de estacionamento, das 7h da manhã às 7h da noite é preciso pagar para estacionar na rua. É então uma espécie de zona azul.
Bom, vamos continuar a caminhada.

Cheguei à King Street. Parecia uma rua normal, até bem tranquila, e nenhuma loja à vista. Vamos procurar.
Por enquanto, achei bicicletas estacionados e restaurantes, como o Kattara – que é bem conhecido por aqui.
Mais para frente, encontrei uma placa bem interessante para quem quer entender saber – eu quero 🙂 – como funciona Londres.
Eu estava no borough de Hammersmith & Fulham. Borough é uma espécie de distrito, e a região administrativa da Grande Londres possui trinta e dois boroughs mais a região central. Doze destes mais a Cidade de Londres constituem a Inner London, enquanto os outros vinte constituem a Outer London.
Tirei esta figura do Wikipedia, assim consigo explicar melhor – e eu também entender melhor (rs).
Foi só caminhar mais um pouco e apareceu a primeira loja que eu procurava: Primark.
Não tenho muito paciência com loja. Como encontrei o que procurava, a qualidade parecia boa, o preço justo, comprei. Nem precisei pesquisar as outras lojas.
Mesmo assim, entrei em um shopping que apareceu em seguida, o King’s Mall.

Mais à frente, as outras lojas que eu esperava também foram aparecendo. Nem entrei, já havia comprado o que precisava.
Aproveitei que estava na região e continuei o passeio. Acabei encontrando a estação seguinte do metrô, ou Tube, como dizem por aqui: era a Hammersmith Station. Muito bonita, por sinal.

Já que estava por aqui, entrei no Trip Advisor, o aplicativo que mostra locais interessantes na região e pesquisei o que havia para ver. A primeira indicação foi o Lyric Theatre, que apresenta as mesmas peças do centro de Londres, mas a preços bem menores e com muito menos gente. Deve valer a pena.

O detalhe é a fonte bem na frente do teatro.
São vários bueiros, só que a água não entra, ela sai! E depois volta para o bueiro. Em um primeiro momento achei até que era algum cano furado (rs)!
Quase 13h, precisava comer alguma coisa. O problema é que todos os restaurantes por aqui estavam lotados. Lembrei que havia passado por um menor no início de minha caminhada, voltei para lá.
Gostei muito, comi um Chicken & Chips.
Lembrei de um Fish & Chips que comi outro dia. Quero ver se experimento coisas novas todos os dias.
O destaque aqui fica por conta da maionese e do ketchup, olha só o tamanho das bisnagas.
Foi muita comida, ainda bem que estava em meus planos continuar andando. Para variar, achei mais uma igreja.

Aqui também há um detalhe interessante, o farol de pedestres.
Para atravessar a rua, é preciso apertar um botão – até aí é igual ao Brasil – mas então aparece a palavra Wait, até que o sinal fique verde.

Bem civilizado!
Enquanto esperava o momento certo para atravessar, pesquisei no Trip Advisor um outro ponto interessante para ver. A indicação foi o Apollo, um lugar de shows. Fui lá ver!
Local visto, pesquisei outros no Trip Advisor. A indicação foi uma grata surpresa, eu não esperava. Claro, fui ver! Conto só daqui a pouco, quero manter o clima de suspense!
No meio do caminho, a sede imponente da G&E.

Também no meio do caminho, os mais variados tipos de casas e apartamentos em que moram os londrinos.
São mesmo muito bonitos, menos este último acima à direita. São apartamentos grudados um no outro, com janelas voltadas para uma avenida muito movimentada.
Cheguei ao local que estava procurando: a casa em que nasceu o Freddie Mercury.
Não vou negar que foi meio sem graça, até porque as portas ficam fechadas, ninguém entra.

Consulto o celular para mais informações.

Mas quem é fã deve gostar, já pensou ver a porta do estúdio em que tudo começou?

Pelo jeito, muito fã já esteve por lá. Há um painel na parede com algumas cartas e fotos.
Como não podia entrar, eu só de pirraça abri o Google Earth em meu celular e vi uma foto de dentro da casa, bem lá do alto (rs)

A região é bonita, vale continuar passeando e olhando as construções.

Parei para descansar em um banco ao lado de uma delegacia de polícia. Vários meninos usando ternos, na verdade uniformes escolares, passaram por mim, gritando e brincando. É engraçado ver criança bem pequena falando inglês fluentemente (rs).
Consultei novamente o Trip Advisor, vi que estava próximo à Kensigton High Street. O aplicativo informou que é uma rua que vale a pena conhecer, já que tem todas as lojas badaladas da Oxford Street, mas com muito menos gente.

Eu fui, não pelas lojas, mas sim pela visita.
A rua é bonita, chique, com muitas cafeterias – o londrino gosta muito de um bom café – e lojas de grife. Um lugar gostoso para passear e ver.
O Trip Advisor informou que por aqui fica a casa em que viveu Lord Leighton, um pintor famoso. Aproveitei que estava na região e fui ver.
Sem me dar dar conta, já estava em outro borough de Londres, Kensington & Chelsea.
A caminhada me levou a mais um parque. Logo na entrada, encontrei uma árvore plantada pela Anne Frank.

Foi uma grata surpresa, por esta eu não esperava. E o parque, Holland Park, é muito bonito, como foram todos pelos quais passei até agora.
Esta passagem leva de volta à Kensigton High Street.
Em seguida, peguei um ônibus de dois andares para retornar ao centro de Londres.
Dentro do ônibus, vi uma escultura bem diferente, minha tia Elisa havia falado sobre ela. Desci no ponto seguinte – ou melhor, nem precisei, porque era o ponto final. Ainda bem que não dei sinal para parar, porque todos teriam mesmo que sair agora.
Foi só pisar na rua que senti o efeito de muita água tomada durante o passeio. Precisava achar um banheiro, percebi que estava ao lado da Apple da Covent Garden. Que coisa, fui à loja só para usar o banheiro (rs). Que chique!
Foi bom, porque voltei ao Covent Garden Market, local em que estive ontem. Neste horário, quase seis da tarde, havia muito artista de rua.



Até aproveitei para tomar um sorvete na Venchi, uma gelateria chique.
Não dá para passar no Covent Garden Market e ficar sem comer alguma coisa!
Fui então em direção à Times Square, é lá que estava a escultura que minha tia Elisa havia mencionado. Bem no meio a praça, mais artistas de rua. Este Jedi da foto aí abaixo me impressionou, ele estava … flutuando.
Tirei foto de um lado, de outro e até debaixo e não consegui descobrir o truque. Melhor para ele, porque depois de tantas fotos me senti na obrigação de dar uma caixinha, ou tip, como eles falam por aqui.
Falta resolver o caso da escultura que minha tia Elisa havia comentado. Ela esteve aqui há algum tempo e havia visto um galo azul. Ela disse também que a escultura muda a cada ano, pediu para eu tirar uma foto da nova escultura. É, tia Elisa, ainda não mudou, o galo continua aqui.


Sei lá, meio feio, não é? Só me resta mesmo voltar para casa. Parei no Tesco, o supermercado, e não resisti, comprei um café gelado que há dias eu estava com vontade de experimentar.

Enquanto escrevo o post de hoje, experimento. Tem gosto de café, mas é gelado, não estou muito acostumado. Café gelado só mesmo com sorvete, mas valeu a experiência.



















































Freddie Mercury!!!!!
Amo os ingleses!!!!
Gostaria de morar aí…..casa lindas…. fog….dias nubladinhos….friozinho…animaizinhos fofos…realeza…
Ah! é a minha cara mesmo.
Casa do Freddie Mercury? Está desvendando tudo ai! Me diz uma coisa: como ele flutua? RS jura que não descobriu? RS Estou adorando! Vamos para o próximo post!