Maio, 15 (26/29) – Park Güell, imperdível! Inesquecível! E também Turó de la Rovira, Portal Miralles – uma obra de Gaudí que poucos visitam – e o shopping L’Illa

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Park Güell

Quando cheguei em Barcelona, não imaginava que iria gostar tanto assim do Gaudí. Suas obras têm me impressionado demais, tanto pela beleza quanto – principalmente – pela funcionalidade.

Park Güell

É por isso que hoje o dia começa com ele, mais exatamente no Park Güell, local em que acabei de chegar.

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Curiosamente, o Park Güell é resultado de um fracasso urbanístico. Eusebi Güell, rico empresário e mecenas de Gaudí, encomendou um grande projeto imobiliário em um terreno de 15 hectares no bairro de Gràcia, na época um município independente de Barcelona.

A ideia era construir 40 casas em meio a natureza, o público alvo eram as famílias ricas. Haveria também uma espécie de cidade-jardim em estilo inglês, por isso o nome Park, não Parque. Mas não deu certo, veja um pouco da história:

  • 1900. Gaudí começou a trabalhar no projeto, mas o interesse do público foi quase nenhum;
  • 1914. O trabalho foi então abandonado, apenas duas casas e as áreas comuns tinham sido construídas;
  • 1918. Os herdeiros de Güell venderam o terreno para Barcelona, que o converteu em um parque;
  • 1984. A UNESCO declara o parque como Patrimônio Mundial da Humanidade.

A porta principal do parque fica entre dois imóveis inspirados no conto Hansel e Gretel. O da direita, com uma decoração que lembra um cogumelo venenoso, seria a casa da bruxa e era a antiga casa do zelador do parque.

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Hoje abriga a sede do MUHBA Park Güell, é meu primeiro ponto a visitar.

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Das janelas é possível uma bela vista do parque.

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Preciso registrar esta bela vista do jeito certo :-).

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É incrível, aposentos teoricamente bem pequenos passam uma ótima sensação de espaço.

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Em cada aposento prevalece uma cor.

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E este foi só o andar térreo, vamos para a parte superior.

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Os espaços e as vistas se repetem, para minha alegria.

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Cada uma destas fotos mostrou quartos e salas. E como aqui é um museu hoje, os cômodos são usados para exibições bem interessantes, como este criativo mapa de Barcelona de 1917.

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É muito bom ter a chance de ver Barcelona daquela época comparada à de hoje.

Assim como é bom também ver o Park Güell daqui de cima.

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Escrevi no início deste post que a porta principal do parque fica entre dois imóveis inspirados no conto Hansel e Gretel. Estava até agora na casa da direita, agora vou olhar com calma a da esquerda.

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Esta seria a casa das crianças, Hansel e Gretel. Hoje está ocupado por uma livraria e lojinha de souvenirs. Vamos entrar.

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De uma certa forma, o interior desta casa lembra aquela da casa do zelador em que estive há pouco. Tal como a outra, há um segundo piso e é para lá que vou.

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Uma das salas aqui de cima me agradou muito não só por seu layout, mas também pelas fotos amplas de Barcelona antiga e atual .

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Uma chance imperdível de observar a evolução da cidade .

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A casa em si nem tem o objetivo de atrair o turista por seu interior, mas pela lojinha. Resultado, já vi o que queria e vou descer para continuar a visita ao parque. Claro, aproveitando a chance para apreciar mais uma vez as janelas e escada de Gaudí.

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Bem na frente da entrada principal, logo após as duas casas que acabamos de visitar, está o Refúgio das Carruagens.

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Para mim a sensação é de estar dentro de uma caverna, as colunas até lembram  estalactites e estalagmites.

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Bem ao lado, está a escadaria central dividida ao meio por três fontes – certamente um ponto extremamente bonito e chamativo do parque.

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As paredes estão revestidas com pedaços de cerâmica multicolorida formando um espécie de padrão em xadrez com retângulos brancos e quadrados coloridos, em cujas superfícies alternadamente convexas e côncavas a luz do Sol cria um efeito visual notável.

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A segunda fonte mostra a cabeça triangular de um réptil sobre o escudo da Catalunha inscrito num hexágono e flores de eucalipto.

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Segundo a Wikipedia, talvez a cabeça pertença a uma serpente, seria uma alusão à medicina ou à serpente que Moisés levava no seu cajado ou ainda ao sardão, um réptil comum na Catalunha, cujos machos possuem a cabeça triangular. Gaudí frequentemente incorporava nos seus projetos animais e plantas que encontrava no local da construção.

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Daqui das escadas dá para observar parte do parque com mais calma.

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Voltando à escadaria, a última fonte mostra um dos ícones mais conhecidos de Barcelona, a famosa salamandra (também chamada de dragão). Multicolorida, recoberta com trencadís, fragmentos de cerâmica esmaltada típico dos trabalhos de Gaudí.

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Terminada a escadaria, estou na frente da Sala Hipostila.

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Aqui o mercado do condomínio no projeto original.

Antes de entrar e admirar o interior, vou aproveitar e admirar o exterior, já que as escadarias me trouxeram para um lugar que proporciona uma boa visão da entrada do parque.

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A sala tem 86 colunas ….

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… que sustentam um teto ondulante de mosaico, com decorações de Josep Maria Jujol, um dos colaboradores de Gaudí.

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As quatro grandes rosetas neste teto representam as quatro estações do ano.

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As colunas com cerca de 6 m de altura foram construídas com entulho e argamassa imitando mármore. A parte inferior delas, 1,80 metro, for revestida com trencadís branco liso, algo que pode parecer estranho em um primeiro momento, mas que combinava perfeitamente bem com o uso do espaço (um mercado).

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Algo que chamou minha atenção, provocando minha formação de engenheiro, foram algumas colunas inclinadas que a próxima foto mostra muito bem.

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Estas colunas exteriores funcionam como contrafortes necessários para uma estrutura desta envergadura.

A visão deste ponto é muito boa! E explica porque foi escolhido este local de Barcelona para este projeto, é uma visão privilegiada do Mediterrâneo. Daqui consigo ver também o prédio World Trade Center e a Torre de Sant Sebastia.

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E também os pavilhões da entrada do parque.

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Tudo isso estimula continuar o passeio. Bem ao lado da Sala Hipostila está o Jardim de Áustria

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…os viadutos por onde passavam carruagens…

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… e algumas poucas casas que foram construídas no condomínio.

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Uma curiosidade sobre esta última foto, a Casa Trias. Aí morava o advogado Martí Trias i Domènech, amigo de Güell e GaudíGüellGaudí e Trias mudaram-se para o Parque Güell no mesmo ano (1906) e davam-se bem. No entanto,  Gaudí evita visitar o advogado nos feriados, ocasiões em que normalmente estava lá Pepita Moreu, amiga da família Trias e amor frustrado de Gaudí na década de 1880.

De quase todos os pontos em que estive até agora, consigo ver um tipo de plataforma com muita gente em cima.

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É o Teatro Grego, uma praça imensa construída sobre a Sala Hipostila.

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Construída entre 1906 e 1913, aqui também encontro as tão presentes gárgulas.

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Vou subir até lá, aproveitando para olhar – e fotografar – mais um pouco.

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A praça é bem grande mesmo…

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… não pavimentada…

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Um local tão grande assim, com uma vista privilegiada para o Mediterrâneo

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… certamente atrai muitos turistas.

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Quase impossível chegar perto, mas vou tentar.

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Quem sabe um pouco mais perto para ver a Sagrada Família e as Torres Gêmeas 

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… e mais uma vez o World Trade Center e a Torre Sant Sebastia.

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Que bonito! Já pensou se este condomínio tivesse dado certo? Aqui seria um verdadeiro paraíso. Vale mais algumas imagens.

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A metade sul da praça, sustentada pelas colunas da Sala Hipostila, é delimitada por um banco ondulante com cerca de 150 m de comprimento revestido com trencadís.

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Construído entre 1909 e 1913, seu assento está revestido com trencadís branco e é inclinado de forma a conduzir a água da chuva para a parte de trás do assento, onde se situam aberturas que escoam a água para o exterior.

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O banco ondulante é formado por uma sequência de módulos côncavos e convexos de 1,5 m, tendo um desenho ergonômico bem adaptado ao corpo humano. Gaudí fez o projeto com base no estudo do corpo de um trabalhador sentado.

Puxa, eu tenho dificuldade de achar um bom sofá, será que vou gostar daqui?

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Estou ficando cada vez mais fã do Gaudí, não é que este banco é bem confortável? Acomoda muito bem minha lombar.

E não sou só eu que estou gostando…

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Esta fofinha está vestida de dançarina espanhola, só falta dançar o flamenco em cima do banco.

Embora a vista panorâmica sobre a cidade seja um dos grandes atrativos de quem está aqui sentado, o outro lado também chama muito a atenção.

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Olha aí a Casa Trias novamente.

Vamos andando, agora aproveitando mais uma genialidade de Gaudí. Para conciliar carruagens e pedestres, projetou viadutos a partir de estruturas salientes da encosta nos contornos do terreno. Os três quilômetros de estradas incluíam pórticos e muros de suporte formando passagens suficientemente largas que permitiam carruagens em cima e pedestres sob as arcadas.

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Só não sei se na época ele esperava tantos pedestres assim (rs). Vou esperar um pouco, quem sabe tenho um pouco de sossego para apreciar melhor o local.

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Deu certo!

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Gaudí empenhou-se em conseguir que as estradas se integrassem perfeitamente na paisagem, é por isso que os viadutos, pórticos e muros de suporte parecem árvores e estalactites.

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Tudo foi construído com pedra rústica extraída do local, de tamanhos e formas muito variáveis, minimizando a intrusão das estradas e integrando-as perfeitamente na paisagem. Plantas foram também distribuídas ao longo do topo dos pórticos, assim as estruturas se misturava com a vegetação

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Um detalhe interessante é este pórtico acima. Vou fotografar de outro ângulo para ilustrar perfeitamente bem o nome deste pórtico em especial em que estou agora.

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Deu para notar a coluna do meio? Tem a forma de uma lavadeira! Este é o Pórtico da Lavadeira, cujas paredes e teto têm o formato do interior de uma interminável onda em rebentação.

A Wikipedia informa que a estrutura é suportada por uma fileira de colunas interiores inclinadas, cujos ângulos foram cuidadosamente calculados de forma a corresponder à forma teórica de maior estabilidade.

A lavadeira merece uma exclusiva!

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Consigo me afastar um pouco para fotografar de mais longe o pórtico.

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Dá até para ver a Sala Hipostila e a praça oval. E parece que agora tem menos turistas naquele ponto, vou voltar e ver tudo com mais calma.

Na entrada deste pórtico, junto à praça oval, há uma porta de ferro forjado na forma de fígados de novilho, segundo uma famosa frase de Salvador Dalí.

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Meu lado engenheiro fala forte agora, presto muita atenção nas pedras encaixadas habilidosamente.

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O facto de Gaudí rejeitar o uso de retas e ângulos retos, são antinaturais em sua opinião, explica as abóbadas curvas dos pórticos e as colunas inclinadas.

Não havia prestado tanta atenção nisso, preciso rever tudo com calma novamente. E – felizmente – com menos gente.

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É bonito demais!

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Cheguei a um ponto que parece um dos limites do parque, há muita gente descendo por aqui.

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Se meu senso de localização estiver correto, por estas escadas eu chegarei ao Calvário, também conhecido como Morro das Três Cruzes.

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Confiro o caminho no Google Maps, resolvo deixar este passeio para depois. Agora vou olhar uma grande construção aqui, ainda dentro do parque.

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Esta é a Escola Pública Baldiri Reixac, bem dentro do Park Güell. De fato, aqui era a casa de Güell projetada por Gaudí. Uau!

Estou com dó de sair do parque, vou dar mais uma volta por aqui.

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Rever tudo sob outros ângulos é uma oportunidade única para aproveitar o parque. Que sensação olhar as colunas inclinadas de outro ponto…

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…a parte de trás da mansão Güell

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… e as encostas do Park Güell.

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De fato, falo em rever, mas muita coisa havia passado sem que eu notasse. Esta foto anterior mostrou os pórticos e os muros de contenção que limitam a praça oval do lado norte. Suas colunas e arcos têm forma de troncos e ramos de palmeira, reafirmando mais uma vez a filosofia de Gaudí de construções feitas imitando a natureza.

Dá gosto ver tudo de novo … e fotografar.

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Claro que rever o parque incluir voltar à praça oval…

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… e aproveitar a vista privilegiada com novas fotas e novos ângulos do Mediterrâneo.

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Falando em rever pontos, volto à Casa Trias, mas agora bem mais perto.

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Há um mirante aqui, Mirador Virolai, deve ser um privilégio ver o Park Güell Barcelona do alto. E o Google Maps indica apenas três minutos de caminhada.

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Ah, é para lá que eu vou!

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Vejo que o Mirador Virolai tem o nome oficial de Mirador de Joan Sales.

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Tudo aqui vale a pena fotografar.

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Torre Agbar Torres Gêmeas

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World Trade Center Torre de Sant Sebastia bem ao fundo

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Castelo de Montjuïc

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Castelo de MontjuïcGinásio Olímpico Torre de Comunicações

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Torre de Comunicações com zoom máximo!

Dá vontade de fotografar tudo. Tudo mesmo!

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Depois de toda esta beleza, é preciso tomar fôlego, vou sentar em dos bancos que vejo por aqui.

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Só que nem deu tempo de tomar o fôlego, tive outra boa surpresa. Este rapaz de camiseta azul da foto anterior começou a conversar com os amigos … em português. E com um belo sotaque nordestino. Puxa, foi música para meus ouvidos.

Pouco depois eles saíram, por coincidência pelo mesmo caminho que eu planejava: uma descida enorme.

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De fato, esta decida me levava novamente a outro ponto do Park Güel, uma área externa – e de acesso gratuito – que eu ainda não havia estado. Que bom, mais uma oportunidade de conhecimento.

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Se eu já estava gostando do que via, imagine só minha reação ao chegar embaixo do Viaduto das Jardineiras. Simplesmente fantástico!

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Wikipedia informa que há vários viadutos aqui, cada um feito em um estilo diferente. Este em que estou agora é do estilo romântico.

Meu conhecimento de arte não permite qualificar ou mesmo entender estilos, o fato é que este estilo – romântico – está me deixando ainda mais apaixonado (não resisti ao trocadilho) pela obra de Gaudí.

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Gaudí pensou até em bancos de pedra para descanso de quem andava por aqui.

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Por mais que eu queria ficar por aqui, ainda há muito a ver. Vou me afastando, mas não sem antes mais uma foto ao longe do viaduto. Lindo viaduto romântico!

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Casa-Museu Gaudí

Uma das poucas casas existentes no Park Güell é a Torre Rosa, local de residência de Gaudí entre 1906 e 1925.

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Desenhada para servir como casa-modelo da urbanização, foi posta à venda imediatamente após a sua conclusão em 1904 e adquirida por Gaudí em 1906. Aqui ele permaneceu com seu pai e sua irmã até se mudar para a oficina da Sagrada Família.

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Hoje o local abriga a Casa-Museu Gaudí e a renda é usada para a construção da Sagrada Família.

Embora eu corra o risco de ser repetitivo, vou passar mais uma vez perto da praça oval, mas agora fora do perímetro de acesso cobrado do parque. Daqui, mais longe, as fotos – que parecem semelhantes a outras que já postei há pouco – mostram ângulos e detalhes ligeiramente diferentes.

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Dá para ver até a Sagrada Família.

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Calvário

Numa colina isolada aqui ao lado, em um ponto bem alto, Gaudí previu inicialmente instalar uma grande cruz de pedra e ferro forjado, tendo mais tarde mudado de ideia e decidido construir nesse local a capela da urbanização. No entanto, com o fracasso do projeto esta tornou-se desnecessária, então Gaudí optou por construir um monumento em forma de calvário, também conhecido como Colina das Três Cruzes.

Google Maps indica 10 minutos de caminhada.

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Caminhada e subida. Vamos lá!

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Claro que um caminho em subida pede fotos, não só do parque e a Casa Trias

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…como também uma bela panorâmica de Barcelona.

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Cheguei ao calvário!

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O monumento tem planta poligonal, com dois lances de escadas simétricos que conduzem ao topo, onde se situam as três cruzes: a maior, de Jesus, e duas menores, uma delas terminando em forma de flecha.

Os braços das duas cruzes “normais” estão alinhados com os quatro pontos cardeais, a que acaba em flecha aponta para o céu. Há muita especulação sobre o seu significado. As cruzes originais foram derrubadas em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola e reconstruídas em 1939, embora o seu tamanho e desenho seja diferente das originais.

Bom, aqui de cima a vontade é ainda mais irresistível, tenho que aproveitar a bela vista. Vamos às fotos.

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Antiga fábrica desativada na divisa de Barcelona, Torre Agbar e Sagrada Família

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Torre Agbar, Sagrada Família, Torres Gêmeas, Torre de Sant Sebastia e World Trade Center

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Torre de Collserola e Parque Tibidabo

Além destes pontos turísticos de Barcelona, daqui vejo também lados menos visitados da cidade.

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E, mais uma vez, a Casa Trias, mas sob um ângulo completamente diferente!

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E assim termino meu passeio no Park Güell, contente por ver uma obra inesquecível de Gaudí e ainda mais contente porque ainda tenho tempo de conhecer outros locais. Vamos lá!

Turó de la Rovira

Barcelona é uma cidade pródiga em mirantes, um pouco visitado é um antigo forte em um dos pontos altos da cidade. É relativamente perto, vou visitá-lo agora.

Muitas pessoas costumam dizer que tão bom quanto chegar a um destino é andar até ele. Nunca uma frase caiu tão bem como aqui. Vejam só o caminho.

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Olha a Torre Agbar.

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Difícil ver? Vou chegar mais perto!

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As Torres Gêmeas e a Sagrada Família.

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O caminho que liga o Park Güell ao mirante vai se distanciando do Mediterrâneo

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…até que finalmente encontro uma confirmação de que estou na direção certa.

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O mirante de Turó de la Rovira está hoje no que antes foi o Bunker del Carmel. Construído em 1937, era utilizado como bateria antiaérea durante a guerra civil espanhola. Objetivo de proteger a cidade contra os bombardeios fascistas que a assolaram na época.

Para cumprir seu papel, o local era bem alto. Vamos subir.

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A caminhada valeu a pena. Além dos restos históricos do bunker…

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…a vista em 360 graus de Barcelona é deslumbrante.

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Além dos pontos vistos várias vezes hoje nos outros mirantes próximos ao Park Güell

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…vejo também um outro lado da cidade que praticamente não conheci até agora.

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Um local assim me deixa muito feliz, preciso provar (rs).

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Bem, visita feita, hora de descer. Vou variar o caminho e descer por outro lado, assim passo pelo que já foi uma vila dos trabalhadores que ajudaram a erguer Barcelona depois da guerra.

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Algumas casas parecem mesmo ser bem antigas. E simples! E bonitas!

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Já pensando no próximo ponto a visita, pesquiso no Citymapper o ônibus e ponto mais próximo.

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Na tela do celular, o caminho pareceu tranquilo, mas na realidade foi razoavelmente difícil. Este verde no mapa é no meio do mato, mas deu para passar.

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Portal Miralles

Depois de um tempo no ônibus, chego no Passeig Manuel Girona, número 55-57, um ponto que talvez a maior parte dos turistas não visita. O Trip Advisor dá o nome: Portal Miralles.

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Gostei, uma bela obra de Gaudí.

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Wikipedia explica, a foi feita em 1901-1902 por Gaudí para o o impressor Hermenegild Miralles i Anglès. Era parte do muro exterior e a entrada principal da Fazenda Miralles. Atualmente resta apenas esta parte do muro ondulado em pedra rematado com trencadís branco e grelhas metálicas com espigões no topo.

Em 2008 foi nomeado Monumento Histórico Artístico de Espanha.

Antes na entrada de uma fazenda, hoje o portal está na frente um condomínio fechado.

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Felizmente, para ninguém esqueça, há uma estátua de Gaudí embaixo de sua obra.

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L’Illa

Para encerrar este belo dia, um passeio tradicional: L’Illa Diagonal. É um shopping, foi inaugurado em 1993 logo depois do jogos olímpicos de BarcelonaB. Localizado no bairro Les Corts, é perto daqui, certamente vale a visita.

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E olha só a loja, Imaginarium.

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Que dia! Que bom dia! Chega por hoje!

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