Maio, 19 (03/30) – Delisnowdon, Oratoire Saint-Joseph, Mont-Royal e as tam-tam jams

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Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal

Hoje é domingo, dia de igreja e de parque (rs). Vou conhecer dois grandes ícones de MontrealOratoire Saint-Joseph du Mont-Royal e o Mont-Royal, montanha que deu origem ao nome da cidade. Mas antes, já que ninguém é de ferro, começo com outro ícone, o famoso sanduíche de carne defumada. Promete!

Delisnowdon

Sanduíche de carne defumada nem está em minha lista de comidas que gosto, mas quem está em Montreal precisa viver como um montrealês (Será que existe esta palavra? Em português eu não sei, mas em francês é montrealer para homens e montréalaise para as mulheres).

Bom, voltando ao assunto, um dos locais que todo montrealer vai para comer sanduíche de carne defumada é o Delisnowdon. Acabei de chegar.

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Às 11h do domingo o local está lotado. Li que as porções são generosas, por isso vou pedir um simples sanduíche para viagem. Assim consigo uma porção menor e não tenho que esperar uma mesa livre.

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Olha só a tradição do lugar, existe desde 1946.

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Pronto, já estou na rua novamente. Andando e comendo o sanduíche – está muito bom!

L’Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal

Estou indo visitar o Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal, fica a 20 minutos a pé do Snowdondeli. O trajeto é quase toda pela Chemin Queen Mary, uma ótima oportunidade para conhecer outra região da cidade.

Aqui não vejo as casas simpáticas da Rue Fabre, local em que estou hospedado. Mas de algum jeito parece que os prédio de quatro andares repetem aquele estilo.

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Cheguei ao Oratório, estou boquiaberto!

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Lá vai a primeira selfie do dia!

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A escadaria é para quem tem resistência. Vou subindo pouco a pouco …

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… parando a cada lance vencido …

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… sempre olhando para ver se falta muito …

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… até finalmente chegar ao último lance!

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Ufa! Vale olhar para trás e apreciar a bela vista do local.

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Logo na entrada, uma explicação sobre o local. O Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal é uma basílica católica romana situada no Mont-Royal. Sua construção começou em 1904 pelo Irmão André, era uma pequena capela bem em frente ao Colégio Notre Dame – que está aqui até hoje, do outro lado da rua.

Muito rapidamente a capela foi ficando pequena, então uma igreja maior – a cripta – foi construída, cabiam 1.000 pessoas sentadas. A ampliação continuou, em 1924 a basílica foi inaugurada e finalmente tudo ficou pronto em 1967. Neste momento está havendo uma grande reforma, uma placa aqui ao lado diz algo como “alguma coisa boa está em andamento”. Inspirada a placa!

Vamos continuar a visita, esta é a cripta!

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Aqui também há o tradicional órgão sobre a porta de entrada.

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Os vitrais, como era de se esperar, muito bonitos!

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Estou bem em frente ao altar.

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Ao lado da cripta, um local em que as pessoas colocam velas para suas promessas.

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Há também um grande terraço, preciso conferir.

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A visão da cidade é magnífica daqui!

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Uma pessoa perguntou se eu poderia tirar uma foto dela. Em retribuição, ela fez questão de tirar fotos minhas :-).

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A vista daqui de cima é realmente impressionante!

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Cheguei à basílica propriamente dita, aquela cuja cúpula aparece de longe.  É a segunda maior desse tipo no mundo, ficando atrás apenas da Basílica de São Pedro no Vaticano. É a maior igreja de todo o Canadá.

A sensação de imensidão aqui dentro é indescritível!

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Está acontecendo uma missa agora, vou passear com muita discrição. E fazer algumas fotos também discretamente (normalmente eu não fotografaria durante uma cerimônia dessas, mas há muita gente agora fazendo suas fotos, então acho que não é um problema).

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Que visita! Entendo agora porque este é um dos pontos mais visitados em Montreal.

Cimetière Notre-Dame-des-Neiges

Normalmente eu não visitaria um cemitério, mas peguei um ônibus para ir até o Mont-Royal, meu próximo destino planejado, no meio do caminho o motorista avisou que o itinerário hoje foi mudado. Trocando em miúdos, eu e várias outras pessoas descemos e cortamos o caminho pelo cemitério.

Que bom, parece que a visita inesperada vai valer a pena.

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O cemitério é bem perto do Oratório, vou olhar para trás e fotografar só para registrar.

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Vamos andando!

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Mont-Royal

Depois de uma caminhada de quase meia-hora, cheguei ao Mont-Royal. Estou agora chegando ao Beaver Lake.

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Fiquei com uma sensação de Parque Ibirapuera. Aqui é bem parecido, mas … muito, muito maior!

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É bem organizado, uma ótima infraestrutura. Ao lado do lago, uma construção com banheiros na parte inferior e um espaçoso café na sobreloja.

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Não podemos esquecer que estamos em um morro, então vou subir um pouco.

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Que vista, hein?!?

A caminhada morro acima continua!

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Cheguei ao Chalet du Mont-Royal.

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É uma construção em um ponto bem alto do Mont-Royal. Este assim chamado chalé foi construído em 1932, estilo french beaux arts segundo a Wikipedia, pode acomodar até 700 pessoas.

É inesperadamente grande para um chalé no alto da montanha. Eu não esperava algo assim aqui em cima!

Mas as surpresas não param. Aliás, esta agora é absolutamente surpreendente, o Belvédère Kondiaronk.

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É uma praça semi-circular construída em 1906, bem em frente ao chalé, com uma vista espetacular de Montreal. Vamos apreciar!

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Não resisto, hora da selfie!

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Vamos apreciar a sensacional vista daqui!

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Olha lá os prédios enormes que vi ontem no centro da cidade!

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Ah, preciso fazer uma foto panorâmica.

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Outro ponto icônico do Mont-Royal, e também de Montreal, é a Croix du Mont-Royal. Uma caminhada de 15 minutos até lá, vamos ver!

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Em 1643, Paul de Chomedey, Sieur de Maisonneuve, ergueu uma cruz de madeira no topo de um morro que seria chamado depois de Mont-Royal. Ele queria agradecer a Deus por ter  livrado a pequena colônia dos problemas de inundação.

Não se sabe quanto tempo durou esta cruz de madeira, esta atual – de ferro – foi construída em 1924 e tornou-se um símbolo da cidade.

Bem, depois desta aula de história, vamos para o Belvédère Camillien-Houde, um mirante bem conhecido para quem quer ver a parte leste de cidade.

Cheguei! O primeiro ponto que salta aos olhos é o Estádio Olímpico.

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E também, um pouco mais para a direita de onde estou, a Pont Jacques-Cartier.

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Claro que um mirante merece uma foto panorâmica, apesar do mato atrapalhar um pouco o primeiro plano.

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Tenho mais um ponto imperdível para hoje, o Google Maps indica um caminho meio estranho, bem trilha abaixo. Vamos lá!

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Pareceu vazio logo de início, mas quase que de imediato vejo algo que caracteriza muito o Mont-Royal em tardes ensolaradas de domingo: pessoas passeando com seus cachorros e muita gente andando de bicicleta. Mesmo no morro!

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Pronto, cheguei ao Monument à Sir George-Étienne Cartier.

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Pois é, pelo tanto de gente da foto, dá para ver que não aqui pelo monumento, mas por um dos eventos que mais caracteriza as tardes domingueiras no Mont-Royal, as Tam-Tam Jams.

É incrível, muita gente tocando tambor, sem qualquer tipo de ensaio ou preparação. Elas vão chegando e tocando junto com os outros. Tudo muito harmonioso, o clima é contagiante.

Melhor do que falar é ver um vídeo breve que acabei de gravar.

Um show lindo! É com ele que encerro este domingo!

6 comentários sobre “Maio, 19 (03/30) – Delisnowdon, Oratoire Saint-Joseph, Mont-Royal e as tam-tam jams

  1. Lugares muito lindos, mas além das obras e vitrais nas igrejas meu encantamento são as flores, papoulas, eu acho. Cada cor maravilhosa. A natureza foi premiada com cores literalmente Divinas. Amei.

    1. É, saí do Brasil magro, poderia até ficar mais magro aqui com tanta andança. Mas como aparecem muitos sanduíches e poutines pelo caminho, acho que volto até com barriguinha.

  2. Gostei da animação e coragem para subir a escadaria!Tá em forma! Mas , a vista é maravilhosa… encantada com o oratório!

    1. Ah, quando eu vi o prêmio a ganhar, a vista fantástica lá de cima, subi sem nem mesmo perceber 🙂

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