
Louvre, belo pelas artes expostas, belo pelo seu interior
Hoje vou tirar o dia para ver o Louvre. Dizem que é preciso até mais, vamos ver o que acontece.
Embora eu tenha acordado cedo e tenha chegado apenas 10 minutos depois das portas abertas, olha só a fila.

E olha que entrei pelo Carrousel du Louvre, uma entrada que na internet falaram que era menos cheia!
Em vez de ficar estressado, pesquiso no celular qual a melhor forma de aproveitar o museu.
Entrei no site do museu e pesquisei também os mapas dos andares.
Olha só, esta tela acima mostra o local da Mona Lisa, primeiro andar, ala Denon. O Louvre é dividido em três alas, Denon, Sully e Richelieu. Todas são interligadas no primeiro e segundo andares, mas aqui embaixo é preciso escolher uma delas.
Estou preocupado com a multidão que já está aqui, o que dirá então mais tarde. Então resolvo primeiro ver o mais importante, a Mona Lisa, depois vou explorar o museu com calma.
O que eu não percebi é que aquela fila grande das primeiras fotos deste post era só para a segurança, aqui dentro na pirâmide havia mais gente e mais fila.
Eu havia lido algo sobre máquinas automáticas, vi duas bem perto. Não tive dúvidas, fui lá e comprei meu ingresso. Sem fila!

Aqui dentro é lindo!
Doce ilusão que a sala da Mona Lisa estaria tranquila.

Mas eu chego lá!
Na verdade, a penúltima foto acima é a mais real. Não podemos chegar muito perto do quadro, esta última foi com zoom. E com muita emoção!
Mona Lisa vista, aproveito para ver outros quadros na mesma sala.
Tudo por aqui é disputado!
No entanto, à medida que me afasto da Mona Lisa, os corredores – enormes, imponentes e muito bonitos – ficam mais vazios.

Neste corredor vejo uma pintura famosíssima de Eugène Delacroix, o nome é A Liberdade Guiando o Povo. Lembro de ter visto o quadro em muitos e muitos livros, é uma grande emoção vê-la ao vivo!

Ver as obras no Louvre é tão bom quanto ver o próprio Louvre. O imóvel em si é um arraso, os detalhes estão nos tetos, paredes, portas e até escadas.
É por isso que há tanta gente!
Olha a foto abaixo, começa com um belo quadro acima de uma porta.
Depois, mais acima a parede tem uma pintura fantástica.
E aí vem o teto…

Em um dos cantos do teto, há esta pintura. Olha o Napoleão aí!

Depois, no canto da figura do texto, há uma bela de uma águia. Que coisa impressionante. E está no teto! Inacreditável!
Voltando aos quadros, não vou negar que já estou gostando das pinturas do Monet, agora que as entendo um pouco melhor. Mas gosto mesmo é de pinturas mais definidas, como esta de Paul Delaroche abaixo. Chama-se Le Jeune Martyre.

Traduzindo meio livremente o que está escrito na descrição, o quadro mostra o momento em que uma cristã, jogada ao rio pelos romanos por não ter renunciado a sua fé, é descoberta por outros cristãos. Fico emocionado só de olhar para o quadro, fico emocionado ao escrever este texto aqui.
Arrisco uma olhada pela janela.
O próximo quadro mostra Édipo resolvendo o enigma da Esfinge. O pintor é François de Vergnette. Veja a expressão no rosto dele!
O rosto da Esfinge não está tão definido na pintura, mas o quadro é de uma força incrível. Parece que vejo o Édipo tentando enrolar a Esfinge, falando algo como “Veja bem…” (rs).
Outro quadro que lembra meus livros de história, Leônidas em Termópolis, de Prat Louis-Antoine.

Um detalhe, eu não fiquei anotando o nome dos pintores para colocar aqui no blog, só fotografei o nome dos quadros. Agora, fazendo o blog, é só digitar no Google estes nomes e aparece uma página do próprio Louvre com a descrição. Veja os links oficiais:
Que organização! Que respeito!
O quadro seguinte tem um significado especial, mostra a coroação de Napoleão na Notre-Dame de Paris. Chama-se Sacre de Napoleon 1er a Notre Dame de Paris par le Pope Pius VII.
Os curadores do Louvre sabem que os turistas não vão ver todas as obras do museu. Por isso os guias entregues em vários idiomas sugerem a visitas daquelas mais representativas, La Vitoire de Samothrace é uma delas.
Há muita gente querendo ver.

Eu também (rs).

Enquanto não consigo, aproveito para ver a beleza da sala em que a obra está exposta.

Finalmente consigo uma brecha!

O jeito desta estátua lembra mesmo uma vitória, gostei tanto que fui procurar na Wikipedia o significado.
A Vitória de Samotrácia é uma escultura que representa a deusa grega Nice (em grego Νίκη, Níkē ou Niké – “Vitória”), cujos pedaços foram descobertos em 1863 nas ruínas do Santuário dos grandes deuses de Samotrácia. Fazia parte de uma fonte, com a forma de proa de embarcação, em pedra calcária, doada ao santuário provavelmente pela cidade de Rodes. Ocupa lugar de destaque numa escadaria do Louvre.
A Vitória foi descoberta pelo consul e arqueologista amador francês Charles Champoiseau em abril de 1863, que a enviou para Paris no mesmo ano. Em novas escavações, alguns anos depois, descobriu a proa da embarcação que hoje sustenta a estátua na escadaria do Louvre . Em 1948 foi descoberta a mão elevada em saudação, que encaixou em um outro fragmento de dedo existente em Viena, estabeleceu a moderna reconstrução, que repousa no museu.
Apesar dos danos significativos e de estar incompleta, é considerada uma das grandes sobreviventes do período helenístico. Obra de leveza da escultura grega, apesar de sua estrutura maciça, apresenta-se deslizando suavemente, cortando o vento. Mostra mestria na forma e no movimento, que impressionou críticos e artistas desde sua descoberta. É particularmente admirada por seu naturalismo e pela fina realização dos drapeados. É considerado um dos grandes tesouros do Louvre.
É também um ícone cultural, explorado por outros artistas em vários contextos.
Uau, com esta explicação, que agora consegui ler com calma – lá no Louvre estava difícil – passei a gostar ainda mais da escultura.
Há muito mais fotos para mostrar aqui, muito mais casos para contar. Para não tornar o post muito cansativo, e eu poder continuar vendo Paris (rs), vou parar agora e postar amanhã outro post continuando este dia de visita ao Louvre. Talvez eu tenha assunto para mais dois posts ainda.




































Nossa, que espetáculo!!!!
Eu, que amo museu, poderia ficar dias aí ….
Vou para a segunda parte!
Bjs
Nossa, que espetáculo!!!!
Eu, que amo museu, poderia ficar dias aí ….
Vou para a segunda parte!
Bjs