Kurfürstendamm, ou simplesmente Kudamm
Quando estava no Ônibus 100 outro dia, passei por um local que pareceu um agitado centro comercial. Hoje vou voltar lá.
O que chamou minha atenção outro dia foi este enorme edifício, que parece ser a sede do jornal BerlinerMorgenpost, que eu lia antes de vir para cá.

Comecei a andar um pouco, percebo que aqui há muito mais do que eu imaginava.
Esta é a Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche, uma igreja severamente destruída após ataques aéreos em 1943. É uma das marcas mais fortes deixadas pela Segunda Guerra Mundial na capital da Alemanha. Estou vendo única torre que permaneceu de pé.
Como sobrou apenas esta torre, o interior nem é mais uma igreja, é um memorial com a história da igreja contada em textos e fotos. Mesmo assim, a parte preservada e restaurada dá uma ótima ideia de como era a igreja.
Mesmo com a destruição, a igreja continua funcionando. Bem em frente, há um novo local feito para abrigar suas cerimônias.
Pelas fotos e textos que vejo fixados aqui, o órgão desta igreja deve ser sensacional. Só não fotografo porque está muito escuro.
Agora vamos visitar a área ao redor. Esta é a Breitscheidplatz, com uma pequena fonte e a Weltkugelbrunnen, Fonte Mundial.
Atrás da Fonte Mundial fica o conhecido Europa Center, um centro comercial.
Um pouco mais adiante, a Berlin Sculpture (Broken Chain), que simboliza a desejada união das duas Alemanhas divididas.
Nem estava preparado para esta visita hoje, mas estou agora na frente da KaDeWe, Kaufhaus des Westens. Se é possível simplificar algo tão grandioso, podemos dizer que esta é uma grande (!) loja com 60 mil metros quadrados – o tamanho de nove campos de futebol – e 380 mil artigos disponíveis. A KaDeWe é a segunda maior loja de departamentos da Europa, a primeira é a Harrods, em Londres – que eu também já conheci :-).
Esta foto não passa a ideia real do tamanho da loja, vou atravessar a rua.
Até atravessar a rua é motivo de foto. A primeira acima dá uma ideia do tamanho da Tauentzienstrasse, larga e extremamente bonita. A segunda foto mostra a Wittenbergplatz, uma estação de metrô muito mais bonita do que as outras que vi até agora.
Agora sim uma ótima foto da KaDeWe, que estava em minha lista de visitas por indicação de meu amigo e vizinho Braga.
Ah, e por falar em amigos, a Patrícia cobrou fotos minhas também, e não só dos lugares. Então, por hoje, vai uma selfie no momento em que estou pronto para entrar na loja.
Que sério, não? Da próxima vou lembrar de sorrir, até porque um sorriso mostraria melhor meu estado de espírito aqui :-).
Apesar do tamanho impressionante, a KaDeWe é uma loja. Tudo bem, uma bela de uma loja. Recebe em média 40 a 50 mil pessoas por dia – em época de Natal muitas vezes mais de 100 mil. Os visitantes são da Alemanha e de todas as partes do mundo, entram para consumir ou somente conhecer a loja – a loja é uma das principais atrações turísticas da cidade.
São oito andares, sete especializados (masculino, feminino, crianças, perfurmaria etc), o sexto um andar “gourmet” e o último um restaurante.
Esta foto acima mostra as mesas em que as pessoas fazem suas refeições enquanto apreciam Berlim.
Há algo que achei bem estranho! Por mais variado que seja o buffet, e até relativamente caro, não passa de um … bandejão. As pessoas pegam suas bandejas, se servem, passam no caixa, pagam e vão procurar uma mesa para sentar. Bandejão, é ou não é? (rs)
Já que estou aqui, e no espírito de lojas, vamos agora à uma das ruas mais famosas de lojas em Berlim, a Kurfürstendamm, ou Kudamm, como simplificam os berlinenses.
Claro, em uma avenida luxuosa, teria mesmo que encontrar uma loja da …
… Apple. Embora a entrada impressione, o interior da loja é meio pobre, um grande galpão. Nem chega aos pés das lojas Apple que vi em outras cidades.
Vamos continuar andando na Kudamm.
Uma avenida muito bonita, não vou negar, com prédios que chamam muito a atenção, mas apenas um lugar com muitas lojas de grifes. Não fico muito entusiasmado.
Não até encontrar algumas coisas diferentes, como me parece ser esta loja.
Uma infinidade de CD’s e vinil para todo bom amante da música. Ao fundo, a trilha sonora é Smoke gets in your eyes.
Esta loja fica na parte de cima de uma galeria, que por sua vez dá em outra galeira no lado oposto da rua.
Não resisto, preciso entrar aqui.
Ainda bem que deixei minha curiosidade falar mais alto, parece uma ilha de sossego no meio desta agitação de compras. Fantástico.
Na saída desta vila, se é que podemos chamá-la assim, uma travessa da Kudamm que impressiona pela beleza.
Ou nem tanto assim, às vezes o gosto é duvidoso.
Ainda bem que este caso é exceção. Vamos em frente!
Havia marcado em meu Google Maps, ainda em São Paulo, uma praça para ver. Li um texto – eu o anotei no mapa – que descrevia assim o local:
“Em Charlottenburg, um dos bairros mais vibrantes de Berlim – reduto de artistas e intelectuais – fica a charmosa praça, rodeada de bares e restaurantes.
Apesar de estar localizada bem no centro da cidade, em meio a tanto concreto, a Savignyplatz tem duas áreas verdes que fazem dela um local extremamente agradável para um jantar ao ar livre (no verão) ou apenas uns drinques”.
Tenho que ver a praça, entro à direita na Knesebeckstrasse.
É uma rua bem antiga, e bonita, o calçamento com paralelepípedos mostra isso. Vou afastar para uma foto.
A rua tem vários cafés, repletos de pessoas curtindo a tarde ensolarada.
A praça, Savignyplatz, nem é tão diferente assim.
Volto para a Kudamm, agora em mais uma praça, Lehriner Platz, mas na própria rua.
Do outro lado da rua, uma casa de espetáculo. Que espetáculo de casa!
O bom de atravessar a Kudamm para lá e para cá é que tenho a chance de boas fotos.
Desde que cheguei aqui, vi muitas Bauhaus. Preciso ver do que se trata, esta é uma boa delas, olha só a fachada.
Nada mais do que uma loja enorme do tipo C&C ou Leroy Merlin. Mas valeu a visita.
São pouco mais de 4h da tarde, ainda dá tempo de mais uma visita. Vejo no Google Maps que estou próximo à Universidade de Berlim, gosto muito de ver faculdades e universidades. Vou de ônibus, são 20 minutos.
Esta é só a biblioteca, do outro lado da rua há um complexo enorme de edifícios. E muito verde!
Será que dá para entrar? Na dúvida, entro!
Depois de estar bem no meio, como mostra o Google Maps…
… de estar verdadeiramente impressionando com a beleza do lugar…
… resolvo entrar mesmo.
Até aula deu para ver.
Parece que o pessoal não está prestando muito atenção, acho que preciso conversar com a professora sobre a arte de falar em público. Que pretensão a minha, hein?!?
Após este banho de Berlim estudantil, vejo que dá tempo de mais uma visita. Eu trabalho muito com a Mercedes-Benz, estou ao lado da loja. Preciso ver.
Ótima decisão, porque no caminho encontro a Charlottenburger Brücke. Que imponente!
Para não perder o costume, veja o que aparece ao fundo: a boa e sempre presente Fernsehturm. Incrível, ela domina Berlim.
Cheguei!
Sem querer bajular a Mercedes-Benz, talvez um dos lugares mais bonitos que vi até agora. Olha só esta cascata.
Há uma área para crianças, este menininho ficou acenando para mim …
… e até foto do Michael Schumacher e Nélson Piquet, patrocinados pela Mercedes-Benz em Fórmula 1.
Por fim, a história da empresa.
Pronto, hora de voltar para casa. Mas no caminho até a estação do trem, aparece algo que me deixa curioso.
O que será aqui? Cheguei perto, li a placa, pedi ajuda do Google Tradutor.
É um órgão do governo. Será que é bonito? Será que é possível entrar para ver? Vou tentar!
Bonito aqui dentro, mas basicamente apenas este hall de entrada. Os demais andares estão repletas de salas com pessoas trabalhando em suas mesas.
Agora sim posso ir descansar após um dia bem vivido!




















































































Que dia repleto de lugares lindos! A arquitetura de Berlim me agrada muuuuito! Construções grandes, muito sólidas e de muito bom gosto. Dão a impressão de serem indestrutíveis … Engraçado, sabendo de tudo que aconteceu na Alemanha.
As áreas livres muito bonitas mesmo. Um belo dia de Belim!!!
Imponente ! Belim é imponente, com uma beleza, pra mim, extremamente marcante!
Gute Erholung und Küsse
Interessante mesmo você usar a palavra “indestrutível”. Tudo aqui parece mesmo ser sólido demais, no entanto a cidade foi arrasada na época da guerra. É que o povo aqui é lutador, a cidade foi literalmente reconstruída. Admirável. Beijos!
Hoje, sábado, consegui retomar a viagem com você. Muitas provas não me deixam passear. Vida de professora é dura!!!!
Adorei tudo, continuo achando Berlim muito diferente do que imaginava.
Bia, estava sentindo falta de sua companhia. Que bom tê-la de volta, que bom poder mostrar uma Berlim que você não imaginava.